PT/BR José Reinaldo Azevedo e Silva / Reinaldo Azevedo / Tio Rei / O É da coisa - Jornalista vitimista decadente, grande crítico do PT, arqui-inimigo da direita chucra, processado por um traveco, fantoche do Greenwald, chacota dos colegas de profissão e estiloso defensor do estado democrático de direito.

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Conheça o mais estiloso defensor do estado democrático de direito: Reinaldo Azevedo
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Reinaldo Azevedo, é um homem que já teve uma grande carreira de jornalismo nas costas, na época do regime militar protestou contra as injustiças aplicadas naquele tempo sendo trotskista e militante na Libelu, porém hoje em dia se tornou um grande crítico das idéias comunistas e socialistas.
Reinaldo já trabalhou em várias agências de jornalismo, porém sempre que havia "contra-tempos" o mesmo acabava saindo dela o mais rápido possível, ou em alguns casos quanto era redator-chefe, o veículo acabava se encerrando.
Reinaldo já teve passagem nas revistas Primeira Leitura, Bravo! e Veja, trabalhou nos jornais Diário da Grande ABC e Folha de São Paulo e apresentou programas na Jovem Pan, Rede TV e atualmente na Band News FM.
Também escreveu um dos livros mais populares atacando a corrupção no Brasil: O País dos Petralhas, conseguindo assim atrair um público alvo bem seleto para o seu lado:
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Em um de seus artigos mais antigos Reinaldo explica o seu jeito de ser:
http://portalimprensa.com.br/noticias/ultimas_noticias/5784/bprimeira+leitura+b+troquei+dois+tumores+por+um+chapeu+por+reinaldo+azevedo (http://archive.li/LovQU)
Caros,
Ainda não estou de volta pra valer. Escrevo este texto e depois retomo o meu resguardo. O fato é que ganhei o direito a um segundo mandato. Troquei dois tumores por um chapéu. Num primeiro momento, esconde os pontos do couro cabeludo (por assim dizer) e, mais tarde, protegerá as cicatrizes da espiação (esta com "s", se me permitem) pública. "Expiação", com "x", é outra coisa. Ainda não. São dois cortes bem grandinhos: um com uns 12, 13 cm, o outro beirando os 20 cm.

Já deu para perceber: entro no elevador, abre-se um vácuo ao redor, preenchido por uma silenciosa apreensão. Todo mundo pensa na própria vida. Alguns arriscam um cochicho: "Deve ser tumor". "Aneurisma", discorda o outro. É uma forma de oração. A doença, a ferida, o corte, nos confere uma espécie de aristocracia negativa. "Nossa! Jovem, né?", observa um terceiro, olhando para o vazio e só de soslaio para o cadáver adiado (e sou só eu?). "Meu Deus! Que não venha em mim!" A gente fica mais sujo de humanidades e acaba tendo a licença de confundir fragilidades óbvias com uma sabedoria superior. Bobagem. Acordei, e algumas dúvidas continuavam a me perseguir.

As cicatrizes não me restarão como mácula física do ofício, a exemplo daquele dedinho. Nem chega a ser uma marca das muitas lidas morais. Eram dois hemangiomas ósseos que pressionavam perigosamente a membrana parietal. Tumores benignos. Fiquei uma semana internado no Hospital Israelita Albert Einstein, sob os cuidados dos doutores Jairo Tabacow Hidal, Lúcia Milito e Marcos Augusto Stavale, o neurocirurgião que resgatou a ordem - a possível - na minha cabeça.

Jairo vem de uma raça de bravos. Seu pai, Manoel Tabacow Hidal, foi o homem que liderou os esforços para que o Einstein chegasse a ser o que é. O filho herdou sua ciência, a decência e outras rimas que juntam técnica, ética e moral. Lúcia sabe ser rigorosa, precisa, suave nos modos, enérgica na ação. E tem olhos tranqüilos, como quem porta a boa sorte. Marcos é um príncipe como quase não há. Não diz nem mais nem menos do que a gente precisa ouvir para encarar a vida e seu ofício, mesmo margeando a linha do abismo, que ele me ajudou a percorrer. É o Virgílio que me ensinou não a temer, mas a guardar o inferno. Sabe os segredos da morada da alma, aquela massa cinzenta irrigada de igarapés e armadilhas. E os nós de suas gravatas são impecáveis. Acreditem: o mundo é melhor com gravatas rigorosas se elas forem o epílogo de uma boa narrativa.

Meu especial afeto para a enfermagem da Ala Oeste do 10º andar do Bloco A. Mais do que isso: reconhecimento, deferência, respeito. Cláudio Lottenberg, o maestro daquela grande e eficiente estrutura, não ignora a raridade que tem nas mãos e o rigor necessário para alcançar a excelência. Muito obrigado a toda essa gente; a cada funcionário de cada um dos muitos serviços que utilizei nestes dias.

Em tempos de Google, não preciso discorrer sobre hemangiomas ósseos, sua raridade etc. e tal. O fato é que expulsamos o oitavo e o nono passageiros. Nesta quarta, finalmente, o laudo da patologia celebra a força das orações, da torcida, do afeto, da competência e da presteza. Um pouco a duras penas ainda, é verdade, decidi eu mesmo escrever este texto porque os meus muitos amores (e eles incluem quem me lê, mesmo quando me detesta) valem este pequeno sacrifício.

O que me restou depois de quase um mês de muita tensão é algo semelhante ao cansaço físico - chama-se "período do pós-trauma". Mais do que ele, pesam-me na consciência todas as moderações que não tive, que tenho de ter e que não sei se conseguirei ter. Pertenço àquela categoria de homens - todos nós - que acreditam que suas eventuais e poucas qualidades têm origem nos seus muitos e óbvios defeitos. Se eu fosse Lula, prometeria um segundo mandato melhor do que o primeiro. Mas eu não prometo nada "neste país" convulsionado que sou eu. De Santo Agostinho, há a citação que já virou boutade, com todas as suas variações: "Deus, me dê a moderação, mas não agora". Deus, me dê Santo Agostinho; quanto antes, melhor!

Bem, tinha fé de voltar. E vou. Já li quase tudo o que me foi enviado nestes dias. Dizer o quê? Prometo cumprir, de um jeito ou de outro, a minha obrigação. Minha cabeça andava cheia de tumores e de Musil, vocês se lembram. "Pois se, vista de dentro, a burrice não se parecesse com talento, a ponto de se confundir com ele, e se, vista de fora, não pudesse parecer progresso, genialidade, esperança, melhoria, ninguém quereria ser burro, e a burrice não existiria (...). Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é imóvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade (...)".

Desintegração e digressão
Reapresento-me para a batalha no dia em que Silvio Pereira executa o segundo tempo de sua pantomima. Ele não é burro, evidentemente, nem aqueles aos quais protege. Ao contrário: ele é uma das peças inteligentes de um sistema que cria um tempo, uma era, um espírito, o zeitgeist. É preciso ter força, coragem, determinação, energia para lutar contra o demônio (serve até o sentido religioso da palavra) da desintegração.

O que é a desintegração? Sabem quando voltamos em viagem a um lugar em que já fomos muito felizes, reconhecendo todos os detalhes do cenário, as personagens que animavam o ambiente, mas não a felicidade, que já nos fugiu e não pode ser recuperada? Ou quando, ao fim de uma procissão, os fiéis começam a se dispersar, a andar apressada e desordenadamente, a passos largos, com as velas apagadas, os pavios já voltados para o chão, como se fossem eles, os relaxados, a decidir que Deus dispensa cuidados, solenidades, carinhos?

Sabem quando os encontros alegres de toda sexta, sábado que seja, se quedam tristes, sem assunto, repetitivos? E não que faltem indignações e alegrias comuns ao grupo, mas é que elas já não bastam, e a gente já não sabe o que bastaria? Sabem quando as idéias que nos são muito caras ganham uma versão comum, pública, até decente, chegando mesmo a ser honesta, e nem podemos dizer: "Isso não me serve; não é bem assim"? Porque nem mesmo saberíamos dizer como seria se não fosse daquele jeito? Há um desajuste de tom, de contraste, de saturação. É quase certo que alguém, algum íntimo, indague: "Está tudo bem com você?". E só nos resta dizer: "Sim, claro, está tudo bem!".

Repare, leitor, que torno tudo muito pessoal, subjetivo. Fui até ali e voltei e, talvez por isso, tenha de reaprender a compartilhar imagens, sensações, percepções. Num esforço final - já estou bem cansado -, esclareço: o PT é esse miasma que toma conta dos dias, que faz com que a mentira não se distinga da verdade ou, pior de tudo, que torna o verdadeiro apenas uma das várias formas do falso. Para Silvio Pereira, tanto faz dizer num dia "Lula sabia" e a versão oposta no dia seguinte: "Lula não sabia de nada". Há até a possibilidade de que, de certo modo, ele próprio acredite que as duas ocorrências podem ser reais, sem que uma anule a outra.

Uma parte do jornalismo ainda lhe faz o favor de dizer que sempre foi assim. Nesta quarta, voltei aos jornais. Clóvis Rossi escreve na Folha, repetindo Vinicius Torres Freire (que está certo), que o arranjo institucional brasileiro "apodreceu". Rossi diz depois que tal arranjo permanece porque alguns dele se beneficiam. "E se beneficiam faz uns 500 anos", observa. Pronto! Ao evocar os cinco séculos de culpas sabe-se lá de quem, o articulista evidencia que não entendeu nada e que é membro ativo daquela vanguarda da decadência de que falo acima. Ouso dizer que ele não entendeu nem o que o seu próprio colega de jornal escreveu.

Nem tentarei demonstrar que ele está errado, o que seria fácil. Aliás, com mais talento do que Rossi, Raymundo Faoro encontrava culpados até na Casa de Aviz. Trata-se apenas de um pensamento que não serve pra nada, que reflete aquela suave estupidez que foi botando ferrugem no pensamento, na academia, na imprensa, nos jornais. Rossi põe a culpa nos últimos 500 anos porque se nega - e ele está longe de ser o único - a admitir o que há de particular no petismo.

Também pudera! Ele fez a sua parte para que Lula chegasse lá. E continua a fazer para mantê-lo onde está. Afinal, "se estamos todos juntos, contra quem vamos lutar?". Esse era o lema com que um grupelho trotskista a que eu, ainda um fedelho imberbe, pertencia no fim dos anos 1970. Com ele, interpelávamos a "frente ampla com a burguesia" que o Partidão (PCB) propunha. Rossi criminaliza os últimos 500 anos - o copyright de tal pensamento profundo pertence a Lula - e, assim, ajuda a livrar a cara do Apedeuta e seus 40 mensaleiros.

A imprensa brasileira parece Saturno devorando os próprios filhos em quadro célebre de Goya. Com reportagens, ela dá fatos à luz; com análises, ela os engole. Isso prova que não nos faltam nem lambanças nem patrões dispostos a transformá-las em notícias. Falta-nos, mesmo, é inteligência, capacidade analítica, para entender o que vemos.

Concluindo
Como costumava dizer Ângela Maria, a cantora, resta-me agradecer "a este imenso público que me apóia". Virão ainda alguns dias de resguardo. Devo evitar situações de tensão e pessoas gripadas. A gente se vê por aí. Serei aquele do chapéu, da cicatriz que provoca alguma introspecção. Serei aquele que voltou. Não estou mais sábio; não recebi mensagem; nada me foi soprado das alturas. Ou, por outra, foi, sim:

A fé é nua.
Claramente por ter uma língua muito apimentada e ter colhões para fazer críticas polêmicas, Tio Rei passou por suas próprias sagas, as quais ele chama de "perseguições políticas" a maioria você confere logo abaixo:

Reinaldo Azevedo e seus detratores:

Desde 2005 Reinaldo Azevedo já tinha problemas com os detratores que distorciam suas falas, usando a revista Primeira Leitura como sua plataforma de voz, Reinaldo decide mandar uma mensagem para todos eles:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=36221&cat=Artigos&vinda=S (http://archive.li/MRiwr)
Indivíduos de todo o mundo, uni-vos!
Bato tanto em tanta gente, que só faltava me fazer de ofendido porque me batem. Até que não me atribuam o que eu não disse e não usem o meu nome para causas particularistas, meus textos estão no mundo. Que os adversários os usem para alimentar a sua fúria se não servirem para despertar a sua fome

Por Reinaldo Azevedo

A TURMA DA TESOURA: ela hoje seria digital, já que, do ponto de vista político, os pterodáctilos evoluem sem deixar de ser pterodáctilos.

Outro dia, um desses programas que gostam de ouvir a “sociedade civil” debatia a pedofilia na internet. Antes que avance, tenho uma dúvida e gostaria que o internauta me ajudasse: por que, sempre que a tal sociedade civil é chamada a falar, o seu representante é de esquerda? Por que um esquerdista parece especialmente talhado para nos conduzir à luz até quando se debate pedofilia? Assistindo ao noticiário de TV ou mesmo lendo os jornais, a impressão que tenho é que os esquerdistas não só venceram a batalha ideológica como dão as cartas na economia, na política e, claro, nas empresas. Até parece que o Muro de Berlim desabou sobre a cabeça de seus adversários, não sobre a sua própria.

É bem verdade que os sindicatos, hoje, no Brasil, tornaram-se, mais do que sócios, os verdadeiros donos do poder. Mas até para combater a pedofilia é preciso recorrer a um “companheiro”? Explico-me: um dos rapazes convidados era de uma ONG aí que está empenhada em, como ele dizia, “controlar o que rola na internet”. Por “controlar o que rola”, entenda-se, sem subterfúgios, censura mesmo. É o que ele queria. É o que ele quer.

Ora, a pedofilia é o que é, e 1) seus promotores têm de ir para cadeia; 2) os pedófilos têm de ser afastados do convívio social. Não sou especialista, é claro, mas, até onde li e com o que sei de psicanálise – é bastantinho, asseguro (é uma das minhas leituras prediletas enquanto Lula olha para a esteira ergométrica), não há chance de cura. Se o doente não consegue, sufocando a expressão de seu desvio, se controlar (e talvez não tenha como), nada há a fazer. Descoberta, a pessoa tem de ser isolada. Infelizmente, não há reprogramação ou cura possível. Posto isso, voltemos ao leito.

Evidentemente, o tal programa tinha um problema de pauta. Ou bem se debate o que fazer com os que promovem um crime na internet ou bem se debate se é saudável criar um instrumento público para censurar a rede. O dito-cujo que estava no programa, via-se, estava pouco se lixando para o tema em questão. O negócio dele era “controlar o que rola”. Mestiço — “pardo”, segundo o IBGE —, ele reclamava do racismo (e pegou carona em um monte de outras “causas”). Estava inconformado com os muitos blogs que, segundo ele, usavam uma linguagem que considera ofensiva. Certamente seria um dos apoiadores da tal cartilha da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos.

Por que trago esse assunto aqui? Porque poucos se dão conta de que aparelhos políticos, a maioria deles partidários (e de um partido só, que é candidato a partido único), estão cevando sementes de intolerância e espalhando-as por todo canto. E tudo sob patrocínio oficial e, não raro, com o apoio incondicional da grande mídia, que, ou não percebe ou está ela mesma, por razões empresariais, interessada em coibir este fantástico instrumento de democratização da informação e da opinião em que se transformou a internet. Multiplicam-se os grupos organizados de patrulha que querem botar uma polícia, à moda chinesa, para filtrar o que pode e o que não pode na rede.

E aqui vale uma observação importante, lição aprendida com Tocqueville. Na vida pública, os males da liberdade se corrigem com mais liberdade. É rigorosamente falso que a internet facilite a ação de pedófilos. Na verdade, dificulta porque abre uma janela para a sua identificação e prisão. Basta que a polícia queira, a exemplo do caso recente de um arquiteto preso no Distrito Federal. A internet tem tanta influência na promoção da pedofilia quanto o romance Werther, de Goethe, teve na onda se suicídios que teria varrido a Europa na esteira de sua publicação: ou seja, nenhuma. Naquele caso, certamente atuaram os inimigos de Goethe. Neste, atuam os inimigos da liberdade. Sob o pretexto de combater o nefando, as parcas do totalitarismo afiam sua tesoura e babam o seu rancor contra a liberdade individual.

Um pedófilo, sabe-se, não precisa da rede para exercer a sua tara, doença ou desvio. Na verdade, quanto menos exposição, pior para as suas vítimas. Não é por acaso que, na maioria das vezes, elas pertencem à sua própria família. O que a rede faz é tirá-lo da toca. Qualquer aluno do primeiro ano de psicologia de um curso sério ou que tenha aprendido os primeiros rudimentos de psicanálise sabe que aquele brasiliense, de fato, estava pedindo para ser descoberto, estava implorando para ser punido, estava querendo que o Estado o livrasse de si mesmo e o colocasse sob controle. Por isso se expunha daquela forma. Sociopatas desse naipe sempre deixam pistas deliberadas, se expõem, procuram a punição. Mas também se divertem com o jogo perverso de lançar as pistas e procurar se esconder de seus perseguidores. A internet não lhes fornece o desvio original ou os desperta para a doença. Ela apenas lhes franqueia um canal de expressão e, se o Estado quiser e o governo for competente, o caminho da prisão.

Ora, os pequenos Pol Pots estão assanhados. Pegam carona no nefando para encontrar uma justificativa moral acima de qualquer suspeita para a sua causa. Acho que foi Bertolucci quem disse, numa entrevista, que “o fascismo começa caçando tarados”. Se não foi bem assim, foi quase isso. Estava defendendo os tarados? Não! Estava atacando os fascistas. Nesse caso, é o fascismo de esquerda em ação, que é coisa de mesma natureza, “farinha do mesmo saco”, para usar uma expressão censurada naquela cartilha bocó elaborada pela turma do Nilmário Miranda, o secretário que se esconde do serviço na Secretaria Nacional dos Direitos Humanos.

O ideal é que o Estado brasileiro e seu governo — e que o mesmo se faça no resto do mundo — estejam tecnicamente aparelhados para combater crimes cometidos por meio da internet. Qualquer veículo, aliás, pode ser vertido para o mal. Há um caso de traficantes que esconderam cocaína em bíblias. Imaginem só: a minha querida Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios tocada pelo demônio social em pó! E nem por isso vamos proibir as bíblias, não é mesmo? Assim como não vamos fechar a Justiça porque um juiz é corrupto ou declarar a extinção da Presidência da República porque, um dia, Waldomiro Diniz lhe prestou serviços por meio da Casa Civil.

Infelizmente, multiplicam-se os casos de pessoas, entidades e auto-intitulados representantes da sociedade civil — aliás, onde fica a sede da sociedade civil? Qual o CEP? — que se assanham a meter o nariz na liberdade de expressão, que se organizam para, como dizem, subordinar a informação, a internet, o jornalismo e, se possível, o Chicabom (viva Nelson Rodrigues!) ao “interesse social”. Ora, vocês sabem, não é?, “interesse social” é uma senha de perseguição política definida por uma minoria mobilizada, quase sempre imposta goela abaixo da maioria desorganizada e silenciosa. Aliás, no dia em que as oposições descobrirem a existência da maioria não-militante — e constatar, inclusive, que é ela quem decide o resultado de eleições —, talvez se possa reduzir o PT e o petismo a seu real tamanho. Sem entrar no mérito do conteúdo das proposições, foi o que os republicanos fizeram nos EUA. Descobriram que a América não se resumia à ilha de Manhattan e aos “entendidos” (como quer a cartilha de Nilmário) de São Francisco. Não estou aqui, noto à margem, necessariamente endossando a agenda republicana (mas também não estou tentando me livrar dela): estou apenas observando que é preciso ter a coragem de afrontar chavões coletivistas tornados influentes apenas porque a minoria que os defende é barulhenta.

Anotem aí: é mera questão de tempo o esforço para policiar a internet (sob o pretexto de caçar pedófilos, traficantes e afins). O meio escolhido será uma dessas ONGs que se candidatam a “monitorar” a rede — algumas são meras seções nacionais de uma rede, de fato, internacional, financiada sabe-se lá por quem. Os candidatos ao serviço serão esses representantes da “sociedade civil”. A exemplo do que se viu no, por ora, adormecido Conselho Federal de Jornalismo, o governo dirá que apenas atende aos reclamos da sociedade.

Todos tratamos com certo humor, eu também, aquela soma de asnices da cartilha da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos. Era mesmo para rolar de rir. Mas há um aspecto que nada tem de engraçado. Gostaria que o leitor parasse para pensar: que governo é esse que acha que pode fazer isso? Qual seu caráter? Qual sua alma profunda? O que mais ele acha que pode fazer? Atentem para as conclusões, por exemplo, do Ministério da Educação a partir dos resultados do Enade, o substituto incompetente do Provão. O Ministério da Educação não quer comprar microscópio eletrônico para os labarotórios de física: quer lhes fornecer prosopopéias sociais. Assim, os físicos poderão ver tudo, menos o essencial à sua tarefa.

Pronto! Derivei de novo. Volto às tentativas de censura na rede. Perdi a conta dos sites e blogs que me transformaram no sapo de plantão de suas utopias ou distopias. “Reacionário”, “direitista”, “TFP”, “Opus Dei” e sei lá mais o quê. Está tudo lá. Meus textos são copiados, copidescados pela ideologia, fragmentados, distorcidos, retirados do contexto, mutilados. Uma verdadeira festa de celebração paranóide. Chamam-me filhote do Bush (pena ele nem saber que eu existo...), porta-voz do imperialismo, agente da CIA, da Mossad, tucano enrustido (como se, caso eu fosse tucano, tivesse de me disfarçar de outra coisa) e por aí afora. Acato tudo como parte da guerra. No dia em que me sentir de fato ofendido ou que algo mais for prejudicado pelas agressões além, eventualmente, da minha vaidade, acionarei a Justiça para tentar catar o magano. Mas pelo que estiver lá escrito, e não pelo que o detrator eventualmente intencionar escrever.

Ora vejam: bato tanto em tanta gente. Só faltava agora me fazer de ofendido. Até que não me atribuam o que eu não disse e não usem o meu nome para causas particularistas, que não são as minhas, meus textos estão no mundo. Que os adversários os usem para alimentar a sua fúria se não servirem para despertar a sua fome. A minha praia é a liberdade. Minha e alheia. Meu país é o indivíduo. Minha concessão generosa ao mundo é a institucionalidade democrática, já que somos obrigados a ter uma existência além de nosso núcleo familiar. Assim, o meu contrato social supõe o ambiente que garanta aquela liberdade e aquela individualidade, e não o que vem para mitigá-las e se tornar ele próprio um fim.
Primeira Leitura VS. O anti-semita Luiz Alberto Moniz Bandeira :

Em umas perseguições mais antigas, ainda envolvida a agora extinta Primeira Leitura, um dos colunistas da Revista de Reinaldo, chama Moniz Bandeira de anti-semita, por Reinaldo não publicar o direito de resposta de Moniz, o mesmo decide processar Reinaldo por R$ 134 mil, a revista se encerrou antes de qualquer coisa ser resolvida:
http://www.vermelho.org.br/noticia/9694-1 (http://archive.li/GI7ZX)
A juíza Suzana Jorge de Mattia, da 28ª Vara Criminal Central, no Fórum da Barra Funda, em São Paulo, condenou o ex-editor da revista “Primeira Leitura”, Reinaldo Azevedo, a dar direito de resposta a Moniz Bandeira.

O pedido de Bandeira foi provocado por um artigo do professor da Unicamp Roberto Romano publicado pela “Primeira Leitura”.

No artigo, Romano usou termos que a Justiça considerou ofensivos. Entre outros, Romano acusa Bandeira de anti-semita.

Segundo a decisão da Justiça, Reinaldo Azevedo deveria dar a Moniz Bandeira um espaço igual ao utilizado por Roberto Romano para que ele se defendesse das acusações.

A decisão da Juíza diz: “A matéria ultrapassou os limites da crítica à obra e apresentou crítica ao requerente, razão pela qual necessário garantir seu direito de resposta para esclarecimento dos fatos”.

A revista “Primeira Leitura”, que era mensal, fechou em junho deste ano e não concedeu o direito de resposta. A decisão da juíza Suzana Jorge é de 24 de março de 2006 (clique aqui). A resposta de Bandeira foi publicada apenas no site da revista e não na edição impressa, que foi onde Romano escreveu o artigo.

Moniz diz que a Justiça Criminal lhe concedeu uma “carta da sentença” que lhe dá o direito de cobrar de Reinaldo Azevedo, na Vara Cível, R$ 134 mil por não publicar o direito de resposta.

Para ver a decisão sobre o direito de resposta basta visitar o site do Tribunal de Justiça de São Paulo. É necessário selecionar o “Fórum da Barra Funda”, o ano do processo (2006) e o número do processo (010110).


Veja abaixo o pedido de resposta de Moniz Bandeira a Reinaldo de Azevedo:

Ref: Artigo “Uma fábula hegeliana”, publicado na edição de dezembro de 2005

Senhores Editores,

1.Reporto-me ao artigo em epígrafe, de autoria do Prof. Roberto Romano, publicado na edição de número 46 da revista Primeira Leitura, em dezembro de 2005. Conforme repetidamente exposto na revista, o artigo em questão foi comissionado com o intuito de comentar as posições defendidas pelo Professor Luiz Alberto Moniz Bandeira em sua vida acadêmica e, mais especificamente, no seu último livro, intitulado “Formação do Império americano: da guerra contra a Espanha à guerra do Iraque”.

2. Em que pese a importância do debate, da crítica e da livre manifestação das idéias dentro de uma democracia, o fato é que o Prof. Moniz Bandeira sentiu-se acertadamente ultrajado com algumas das colocações feitas a seu respeito ao longo do texto em comento, eis que foram veiculados alguns fatos errôneos e ofensivos à sua reputação.

3. De início deve-se citar, nesse sentido, que Romano fez alusão a uma suposta complacência do Prof. Moniz Bandeira para com a ideologia pregada na Alemanha Nazista, traçando um paralelismo das suas idéias com o anti-semitismo, através de insinuações como a de que a tese central de seu último livro lembraria o Protocolo dos Sábios de Sião. A esse respeito, note-se que diversos trechos do livro foram transcritos no correr do artigo de Romano para sustentar esse tipo de colocação e, ao mesmo tempo, foram simplesmente omitidos trechos nos quais o Prof. Moniz Bandeira atacava o nazismo e a ideologia de Hitler, o que acabou por distorcer diametralmente das idéias pregadas pelo mesmo desde o início da sua carreira acadêmica.

4. Da mesma forma, extrai-se do artigo que Romano também procurou maldosamente deslegitimar a posição defendia pelo Prof. Moniz Bandeira de que o comportamento do governo dos EUA teria contribuído de forma decisiva para a ocorrência dos ataques de 11 de Setembro, omitindo-se de informar ao leitor que a assertiva foi baseada nos estudos de diversos acadêmicos estrangeiros do mais alto gabarito.

5. Por fim, verifica-se que algumas passagens deixam transparecer uma clara intenção de ridicularizar o Prof. Moniz Bandeira e o seu trabalho, ultrapassando indubitavelmente todos os limites da crítica literária e científica saudável, o que fica patente no trecho abaixo, entre outros.
“(...) Hegel foi um charlatão a mais a espalhar preconceito contra a cultura anglo-saxã. O mesmo Hegel, no seu doutoramento, errou uma citação essencial de Newton (...)
Luiz Alverto Moniz Bandeira se proclama hegeliano. Dados os elementos acima, acredito. (...)”

6. Fica patente, portanto, que o artigo em questão foi abusivo e acabou por causar dano à honra e à reputação do Prof. Moniz Bandeira, visto que colocações distorcidas acerca do seu trabalho foram levadas a conhecimento do grande público. Assim sendo, com respaldo na Lei de Imprensa, mostra-se totalmente pertinente que a Revista Primeira Leitura disponibilize ao Prof. Moniz Bandeira um espaço equivalente na próxima edição de sua revista para que possa exercer o seu Direito de Resposta e defender-se das inverdades articuladas contra si.

7. Diante de todo o exposto, é a presente para, na melhor forma de direito, notificar V. Sas. para que providenciem a publicação da Carta-Resposta do Prof. Moniz Bandeira, em anexo, nos termos dos artigos 29 e seguintes da Lei de Imprensa.

Atenciosamente,

Durval de Noronha Goyos Jr.
NORONHA – ADVOGADOS
Reinaldo Azevedo e o tucanal da Primeira Leitura:

Um pouco antes do fim de fato da Revista Primeira Leitura, rolou o escândalo da Nossa Caixa, a revista que era chefiada por um ex-gestor do FHC, foi uma das acusadas, Reinaldo então decide rebater as acusações:
http://fndc.org.br/clipping/ainda-primeira-leitura-e-nossa-caixa-31063/ (http://archive.li/aWxQY)
Antes que entre no que quero propriamente escrever (deve ficar para outro artigo), destaco o parágrafo final de um texto da Folha desta terça que trata de suposto esquema da Nossa Caixa que teria beneficiado veículos de comunicação ligados a deputados estaduais da base de apoio do governador Geraldo Alckmin. Está escrito assim: “ O esquema beneficiou os deputados Wagner Salustiano (PSDB), Geraldo ‘Bispo Gê’ Tenuta (PTB), Afanasio Jazadji (PFL), Vaz de Lima (PSDB) e Edson Ferrarini (PTB), a Rede Vida, a Rede Aleluia de Rádio e a revista ‘Primeira Leitura’, criada pelo ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros (governo FHC), da qual se afastou em setembrode 2004 .”
Pronto. Primeira Leitura passou a ser beneficiária de um “esquema”. O dito-cujo seria operado por deputados estaduais. Este site e sua revista não conhecem um só membro da Assembléia Legislativa. É um erro. De fato, até hoje, só troquei e-mails com um deles: o tucano Pedro Tobias. Eu o critiquei com azedume, ele me esculhambou, e eu respondi. Só isso. Podem procurar a querela no site.
Ocorre que era preciso meter Primeira Leitura no rolo. Talvez desse sustança ao guisado. Fez-se, então, num dos textos de domingo a seguinte cadeia verossimilhantee falsa: “ A cúpula palaciana (...) autorizou a veiculação de anúncios mensais na revista ‘Primeira Leitura’, publicação criada por Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique Cardoso. Ele é cotado para assessorar Alckmin na área econômica.Recentemente, a Quest Investimentos, empresa de Mendonça de Barros, foi escolhida para gerir um novo fundo da Nossa Caixa. ” Entenderam? Como não podemos ser metidos no balaio dos deputados estaduais, apelou-se a outros supostos vínculos. E, de quebra, pôs-se sob suspeição tanto a publicação como o ex-ministro. A revista foi criada por Mendonça de Barros, que, dizem, é cotado para assessorar Alckmin. Furo n’água. Cúpula palaciana? Conheço Roger Ferreira dos tempos em que ele era repórter. Acho que foi na Folha que nos cruzamos. Com o governador, estive uma única vez: num jantar, um evento social, em que ambos éramos convidados. Com a gentileza característica, ele demonstrou por que achava que eu estava equivocado em minhas análises, tanto em Primeira Leitura como nos textos que escrevo em O Globo . A conversa à mesa tinha testemunhas! O pretenso “chefe” da “cúpula palaciana” sempre soube que eu defendia o nome de José Serra como candidato do PSDB à Presidência.
Mendonça criou, sim, a revista, o que nos honra, mas não é mais dono da publicação deste setembro de 2004. Os anúncios da Nossa Caixa são posteriores à sua saída. A publicação não é uma cabeça-de-porco para servir a este ou àquele político. O site diário, que também veiculava os anúncios, está entre os três mais visitados do país em sua área. A depender do mês, fica em primeiro. Por que não podemos ter um anúncio da Nossa Caixa? Temos leitores, aos milhares, para isso. E temos qualidade. Topo a comparação com qualquer revista ou jornal.
Pois bem: a Folha leu a resposta aqui. Sabe que é verdade. Sabe que Mendonça não tinha mais nenhum vínculo com a revista. Sabe que, inclusive, a assessoria informal que prestou ao governador é posterior ao fim da veiculação dos tais anúncios. Mais ainda: sabe que, com efeito, o ex-ministro apoiou a candidatura de Alckmin, mas Primeira Leitura, desde sempre, a de Serra. É mentira que fomos beneficiados por um “esquema”. Por que Alckmin “molharia” a nossa mão? Será que era tudo um disfarce? Quem é assinante da revista sabe que, em seus anos de existência, deve haver uma ou duas reportagens relacionadas ao governo de São Paulo. Não mais do que isso. Que diabo de “esquema” é este em que a gente leva a grana, e o governador, em troca, leva a nossa defesa da candidatura deum adversário? Aí a Folha decidiu ser um pouco mais precisa. Pois bem: qual é a “generosa” concessão que o jornal nos faz? “Informa”, de novo, nesta terça, que a revista foi criada por Mendonça de Barros (e daí? O que isso tem a ver com o caso?) e que ele dela se “afastou” em setembro de 2004. Qual a importância dessa informação se não se diz que os anúncios veiculados são posteriores à sua saída (e não afastamento)? Parece ser uma concessão à verdade, mas se trata apenas de reiterar a acusação sem fundamento.
Há mais: o verbo “afastar” pode dar a entender que permanece algum vínculo, o que é mentira. Existem, sim, os da amizade. Nada mais. Se Alckmin se tornar presidente, Mendonça poder ser seu assessor? Tomara que sim. Torcerei para isso. Para o bem do Brasil. Mas tal possibilidade só reforça a mentira original: Alckmin não comprou o nossoapoio. Se tivesse pagado por ele, não teria levado a mercadoria. No tempo em que duraram os anúncios da Nossa Caixa, nunca recebemos nenhum tipo de pressão, sugestão ou coisa parecida para apoiar o pleito do governador ou falar bem de sua gestão. Ao contrário: até me penitencio de ter sido excessivamente duro com ele às vezes.
E reitero: agora, sim! Agora eu torço pela vitória de Alckmin. Votar contra Lula, para mim, é uma questão de resistência. Voto em Alckmin contra a ditadura. Voto em Alckmin em defesa dos direitos individuais. Primeira Leitura, seus leitores e ogovernador sabem que é um apoio absolutamente coerente com a nossa linha editorial. O que não quer dizer que não possamos censurar, quando acharmos conveniente, esta ou aquela opção que ele fizer.
Sugiro aos leitores que procurem saber, se conseguirem, qual é a percentagem da publicidade da Nossa Caixa que teria favorecido o tal “esquema”. É ínfima. A impressão que se tem, às vezes, é que o banco nada mais fez do que financiar os amigos dos deputados. Pouco importa: que tudo seja apurado. Também é falsa a informação de que Alckmin decidiu não investigar nada. A sindicância foi feita pela própria Nossa Caixa, e os resultados, remetidos ao Ministério Público.
Reitero: a) Mendonça de Barros não se “afastou” de Primeira Leitura. Desligou-se dela; b) Os anúncios da Nossa Caixa foram veiculados depois da sua saída. Não sei por que a Folha não informa tal fato. Nem ele, pois, foi beneficiado pela publicidade nem a revista se beneficiou de sua antiga e extinta condição; c) A Folha diz que ele é cotado para assessorar Alckmin se este se eleger presidente. Tomara e tomara. Conversou sobre economia com o governador nos meses que antecederam a escolha do candidato do PSDB; d) Neste mesmo período, Primeira Leitura apoiava a candidatura de José Serra; e) Só eu assinei nada menos de 40 (!!!) artigos a respeito.
A acusação foi feita em Março de 2006, a revista se encerrou por falta de anunciantes 3 meses depois em Junho de 2006.

Reinaldo Azevedo VS. O farsante da SWAT :

Em 2008, quando já fazia parte da Veja, Reinaldo acusa Marcos do Val, um dos PMs que teceu críticas sobre o governo do José Serra no caso Eloá Cristina no Fantástico, de ser um farsante(o link original foi removido do ar, porém um blog repostou o artigo):
http://mujahdincucaracha.blogspot.com/2008/10/quem-realmente-e-o-suposto-especialista.html (http://archive.li/YBW6A)
O sujeito atarracado e evidentemente fora de forma que tem aparecido na TV como “instrutor da SWAT” para criticar a polícia brasileira quando os assuntos são técnicas de invasão e controle de situações como a do seqüestro de Santo André, não tem credenciais para isso.
Marcos do Val é um instrutor de Artes Marciais, dono de uma empresa sediada na cidade de Serra, no Espírito Santo, que oferece cursos para policiais em todo o Brasil, com poucos clientes. Já foi recusado pelo GATE, a PM paulista que agora tanto critica. Sua especialidade, segundo o site de sua empresa, são as técnicas de imobilização. Por sua desenvoltura nos últimos dias, parece ser também especialista na arte do engodo e da autopromoção.
No site em que vende seus cursos, o capixaba se diz faixa preta em Aikidô e ex-instrutor da Academia de Polícia Civil daquele estado. Não conta de qual operação de resgate participou, nem qual grupo de operações especiais integrou. Sua sorte é que, nas muitas entrevistas que deu desde sexta-feira, nenhum repórter – aí incluída Ana Maria Braga –, lhe fez essa pergunta. A resposta está na cara (e no resto do corpo também, justiça seja feita): nunca participou de uma invasão, nunca negociou com seqüestradores, que dirá pular de rapel do teto de um conjunto habitacional para salvar duas adolescentes de um homem armado.
A farsa construída pelo sr. do Val se beneficia muito da crença equivocada que existe por aqui sobre o que é SWAT nos Estados Unidos. A cada três palavras que ele diz, uma é SWAT. É seu carimbo, sua credencial. Seu cartão de visitas, seu distintivo (está estampada na camiseta que usou em todas as entrevistas). Chega ao ponto de dizer que é, há nove anos, “policial da SWAT”. Mais uma vez, parece acometido de grave esquecimento, ou ignorância. A SWAT não existe. Vou repetir: a SWAT, assim, com artigo definido, não existe. Aos fatos: SWAT – sigla para Special Weapons And Tactics – é o nome convencional para grupos de operações especiais e de alto risco nas polícias americanas. Muitos nem têm esse nome. Ou seja, falar em “a SWAT dos Estados Unidos” é o mesmo que dizer “a PM do Brasil”. E “policial da SWAT” não existe.
O pior é que se trata de uma armação de baixa qualidade. Por exemplo: em seu site, Marcos do Val gaba-se de ter sido agraciado com o título de “membro honorário da SWAT". Aliás, “a primeira feita pela SWAT a cidadãos não-americanos”. Vejamos: a foto da placa, logo abaixo, informa: “honorary member of Beaumont Police Department SWAT”. Entenderam? Foi a primeira vez na história que a SWAT de Beaumont, cidade texana de pouco mais de 100 mil habitantes, agraciou um não-americano com tão valiosa comenda.
Vocês nem precisam acreditar em mim. Ele mesmo se mostra aqui: www.cati.com.br
Reinaldo, por algum motivo, decidiu por mais na lenha na fogueira, dizendo que Marcos era um professor de Taekwondo e não de Aikido e exclamando que Marcos estava copiando seus textos de forma ilegal:
(http://archive.li/5BQ65)
Ai, ai. Que coisa, não?
Sabem Marcos Do Val, aquele rapaz que surgiu como “professor da Swat” e que, de fato, é professor de tae kwon do, nunca foi policial e jamais participou de qualquer operação de resgate? Então. Ele chegou a dizer que tinha vergonha da polícia…
Aí eu publiquei neste blog, como sabem, os números do GATE: em 10 anos, há apenas duas vítimas fatais nas operações. Só neste ano, em 18 operações, 47 reféns saíram ilesos. Vocês se lembram.
E o que faz Marcos Do Val? Reproduz o meu texto na página da sua empresa sem qualquer crédito. Isto mesmo: assim como ele copia o símbolo da Swat em seus negócios, ele se apropriou do meu texto, sem me dar crédito.
Ô seu Do Val, faça o favor de dizer de onde copiou o texto. Falou besteira, desculpe-se com o GATE. Vejam a página aqui (não adianta mudar ou eliminar porque já fiz cópia em pdf).
8 anos depois, Marcos recontou o evento em uma palestra:

















Reinaldo Azevedo VS. Esquerda Jornalística

Com o passar dos anos, Tio Rei consegue desprezo dos seus colegas de profissão com viés ideológico de esquerda, dois mais notórios artigos seguem logo abaixo:
https://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunas/reinaldo-azevedo-e-suas-“mentiras-das-grossas”-sobre-lula-e-battisti/ (http://archive.li/AD9LS)
https://www.revistaforum.com.br/miriam-leitao-rodrigo-constantino-e-reinaldo-azevedo-emburrecem-o-pais/ (http://archive.li/yZ2Ct)

Reinaldo respondeu ainda o artigo da Miriam Leitão:
https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/alo-organizacoes-globo-peguem-a-lista-de-miriam-leitao-e-comecem-a-cortar-cabecas-em-nome-do-radicalismo-de-centro-ou-nao-farei-com-miriam-um-latido-de-surdos/ (http://archive.li/LtaD8)

Miriam:O Brasil não está ficando burro. Mas parece, pela indigência de certos debatedores que transformaram a ofensa e as agressões espetaculosas em argumentos. Por falta de argumentos. Esses seres surgem na suposta esquerda, muito bem patrocinada pelos anúncios de estatais, ou na direita hidrófoba que ganha cada vez mais espaço nos grandes jornais.
Reinaldo:Vocês verão que Miriam Leitão inclui a mim e a Rodrigo Constantino, que é também articulista de O Globo, onde ela escreve seu texto, na “direita hidrófoba”. Miriam Leitão é intelectualmente covarde. Há alguns anos, a canalha da Internet financiada por estatais faz um trocadilho grotesco com o seu nome e a chama de “Miss PIG”, numa alusão à “Miss Piggy”, a simpática porquinha. Vocês já entenderam a falta de graça da coisa: “PIG (porco; Leitão)-Piggy”. “PIG” é também a sigla a que alguns vagabundos recorrem para designar um certo “Partido da Imprensa Golpista” — como se todos os veículos de comunicação e todos os articulistas da chamada “grande imprensa” tivessem um ponto de vista comum. Como resta evidente, isso é mentira.
É mentira, mas deixa muitos covardes assustados. Eu, confesso, não me assusto. No dia em que essa gente falar bem de mim, aí, sim, vou me preocupar. Miriam Leitão nunca respondeu. Miriam Leitão nunca contra-atacou. Miriam Leitão nunca escreveu uma vírgula contra a canalha a soldo da Internet. Ela decidiu fazê-lo só agora. Covarde que é, no entanto, resolveu atacar também a mim e a Constantino. Ou por outra: Miriam Leitão só consegue responder à esquerda a soldo da Intenet se criticar também o que ela chama de “direita hidrófoba”. Miriam Leitão, em suma, precisa de um país burro para que ela possa parecer independente.
Miriam:É tão falso achar que todo o mal está no PT quanto o pensamento que demoniza o PSDB. O PT tem defeitos que ficaram mais evidentes depois de dez anos de poder, mas adotou políticas sociais que ajudam o país a atenuar velhas perversidades. O PSDB não é neoliberal, basta entender o que a expressão significa para concluir isso.
Reinaldo:Nunca escrevi aqui, o arquivo está à disposição, que “todo mal está no PT”. Na verdade, desconheço quem pense essa bobagem. O que sempre escrevi é outra coisa: “O PT não inventou a corrupção; o seu mal é tentar transformá-la em categoria de pensamento”. Dos mais de 40 mil posts publicados neste blog, algumas centenas são dedicadas a demonstrar que é uma bobagem chamar o PSDB de “neoliberal”. Na verdade, eu nem reconheço a existência dessa categoria. Assim, nada do que escrevo habitualmente no blog diverge de Miriam Leitão nesse particular.
Miriam:A ele [ao PSDB], o Brasil deve a estabilização e conquistas institucionais inegáveis. A privatização teve defeitos pontuais, mas, no geral, permitiu progressos consideráveis no país e é uma política vencedora, tanto que continuou sendo usada pelo governo petista. O PT não se resume ao mensalão, ainda que as tramas de alguns de seus dirigentes tenham que ser punidas para haver alguma chance na luta contra a corrupção. Um dos grandes ganhos do governo do Partido dos Trabalhadores foi mirar no ataque à pobreza e à pobreza extrema.
Reinaldo:Até aqui, não teria divergência nenhuma com Miriam Leitão porque os meus textos — que são públicos — não negam isso. Ao contrário. Por uma questão de honestidade intelectual, é preciso fazer uma ressalva que ela não fez: a esmagadora maioria dos tucanos reconhece alguns méritos do PT, mas os petistas, ao contrário, jamais reconheceram méritos do PSDB. Ao contrário. Lula inventou a farsa da “herança maldita”. Qualquer pessoa razoável sabe que a herança foi bendita — inclusive aquela de que o PT se aproveitou, a estabilização da econômica, para tocar o seu projeto.
Miriam:Os epítetos “petralhas” e “privataria” se igualam na estupidez reducionista. São ofensas desqualificadoras que nada acrescentam ao debate. São maniqueísmos que não veem nuances e complexidades. São emburrecedores, mas rendem aos seus inventores a notoriedade que buscam. Ou algo bem mais sonante.
Reinaldo:começo pelo fim do trecho. “Algo mais sonante”, minha senhora, é aquele dinheiro que certos consultores de ONGs e empresas ganham para fazer terrorismo ambiental. “Algo mais sonante” é aquela bufunfa que se recebe em palestra antevendo o apocalipse caso os ouvintes não adotem as ideias do consultor… Vá pentear macaco, dona Miriam Leitão! Quer falar de coisas sonantes? Eu topo!
Agora vamos às palavras. Como está definido neste blog e no glossário de “O País dos Petralhas I”, o “petralha” é um tipo específico de petista. Nunca escrevi — e já disse isso na televisão — que todo petista é petralha. O petralha é aquele que justifica o roubo em nome do partido; é aquele que explica a safadeza em nome da causa; é aquele que diz ser necessário fazer determinadas lambanças para construir o partido. Não estou emprestando agora esse sentido à palavra, que já entrou no dicionário. Está registrado, reitero, em livro.
Quanto à palavra “privataria”, dizer o quê? Que eu saiba, é uma criação de Elio Gaspari. Ele inventou “privataria”; eu inventei “petralha”. Gaspari escreve na Folha, onde também escrevo (e já divergi dele dezenas de vezes, sem nunca ofendê-lo pessoalmente) e no Globo, onde Miriam publica seus textos. Gaspari fale por si. Eu discordo da expressão; não acho que tenha havido “privataria” no Brasil, mas também não acho que ele tenha criado a palavra para ganhar dinheiro, como sugere Miriam. Reitero: É MAIS FÁCIL GANHAR DINHEIRO DANDO PALESTRA SOBRE O APOCALIPSE AMBIENTAL. É MAIS FÁCIL VENDER O FIM DO MUNDO.
Quanto às questões emburrecedoras, daqui a pouco.
Miriam:Tenho sido alvo dos dois lados e, em geral, eu os ignoro por dois motivos: o que dizem não é instigante o suficiente para merecer resposta e acho que jornalismo é aquilo que a gente faz para os leitores, ouvintes, telespectadores e não para o outro jornalista. Ou protojornalista. Desta vez, abrirei uma exceção, apenas para ilustrar nossa conversa. Recentemente, Suzana Singer foi muito feliz ao definir como “rottweiller” um recém-contratado pela “Folha de S.Paulo” para escrever uma coluna semanal. A ombudsman usou essa expressão forte porque o jornalista em questão escolheu esse estilo. Ele já rosnou para mim várias vezes, depois se cansou, como fazem os que ladram atrás das caravanas.
Reinaldo:Tola. Prepotente. Reitero o que já publiquei em outro post. Em sete anos e meio, Miriam Leitão teve o nome escrito neste blog 29 vezes. Atenção! Com 40.065 posts e 2.286.143 comentários, há VINTE E NOVE MENÇÕES (estão todas reunidas aqui). Dessas 29, 14 são meras referências (“Fulano disse para Miriam Leitão que…”). Em sete das vezes, elogio a jornalista. Em oito posts, contesto opiniões suas — contesto, sem ofensa. O arquivo está aí, e vocês podem fazer a pesquisa.
Acontece que Miriam acha que só se pode discordar dela “rosnando”. Observem que ela nem cita o meu nome, como se isso fosse conspurcar a limpeza de seu texto. Quem rosna é cachorro. Se eu chamá-la de cadela, isso resolve alguma coisa? O debate se transforma num latido de surdos. Suzana Singer, ombudsman da Folha, chamou-me, vocês sabem, de rottweiler. Miriam está dizendo que não há nada de mal nisso. Segundo esta senhora, fiz por merecer o xingamento.
O link vai acima. Tentem achar uma só ofensa que eu tenha dirigido a Miriam. Não há. Ela escreveu, certa feita, um texto mentiroso afirmando que o novo Código Florestal estimularia ocupações urbanas irregulares, por exemplo. Proveique era mentira e cobrei que se retratasse. Ela não o fez. Jamais me perdoou. Evidenciei que a lei que cuida da ocupação de áreas urbanas é outra. Estava desinformada. Confundia a militância ambiental — que, em matéria de moeda sonante, costuma ser muito rentável — com os fatos. Ela não respondeu. Porque não havia o que responder. Agora vem o trecho mais desonesto de seu artigo.
Miriam:certa vez, escreveu uma coluna em que concluía: “Desculpe-se com o senador, Miriam”. O senador ao qual eu devia um pedido de desculpas, na opinião dele, era Demóstenes Torres.
Reinaldo:O texto a que ela alude está aqui. Nunca estive com esse político. Nunca apertei a sua mão. Falava, sim, com ele ao telefone, como falo com outros — Miriam também. Assino cada linha daquele post. Cobrei que ela se retratasse porque afirmou uma porção de bobagens sobre a questão racial no Brasil, matéria em que é de uma espantosa desinformação. Reitero: se tiverem tempo, leiam o post. Nesse artigo, mais uma vez, não a ataco, mas divirjo. Ao contrário. Reconheço méritos. Escrevo lá, por exemplo: “A jornalista de economia Miriam Leitão é um dos alvos costumeiros do subjornalismo a soldo que toma conta da Internet. Mais de uma vez, sua reputação profissional foi atacada de maneira vil pelos tontons-maCUTs, especialmente nos tempos em que ela ficou praticamente sozinha na defesa da sobrevalorização cambial. À época, eu achava que ela estava equivocada — o que ficou claramente evidenciado. Mas nunca considerei que fosse má fé. Às vezes, as pessoas erram. Seu prestígio profissional, felizmente, sobreviveu a um erro histórico. Sinal de que ela tinha e tem qualidades que podem suportar uma escolha errada. Quando se erra de boa-fé, sempre há a chance para corrigir as falhas. Miriam, é verdade, nos tempos da sobrevalorização cambial, não abria muito espaço para o contraditório. Havia sempre a sugestão nada leve de que os que se opunham à sua teoria gostavam mesmo era de farra, de inflação, de gastança.
É um texto de 8 de março de 2010. O então senador Demóstenes combatia a política de cotas. Isso quer dizer que todos os que se opõem à proposta estão comprometidos com as lambanças daquele político? A sugestão é de uma desonestidade asquerosa. Mais: à época, Miriam afirmou que ele havia sustentado que os escravos eram corresponsáveis pela escravidão. E ele não o havia feito. Cobrei, sim, que ela se desculpasse pelo argumento falacioso. Depois de achar que faço por merecer ser chamado de cachorro, Miriam escreve um parágrafo abjeto tentando me ligar a Demóstenes, sem deixar claro aos leitores do que se trata. Aquele texto de 2010 de Miriam segue sendo mentiroso. As ligações do então senador com Carlinhos Cachoeira não tornaram verdade uma mentira.
Miriam:Não costumo ler indigências mentais, porque há sempre muita leitura relevante para escolher, mas outro dia uma amiga me enviou o texto de um desses articulistas que buscam a fama. Ele escreveu contra uma coluna em que eu comemorava o fato de que, um século depois de criado, o Fed terá uma mulher no comando.
Além de exibir um constrangedor desconhecimento do pensamento econômico contemporâneo, ele escreveu uma grosseria: “O que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?” Mostrou que nada tem na cabeça. Não acho que sou importante a ponto de ser tema de artigos. Cito esses casos apenas para ilustrar o que me incomoda: o debate tem emburrecido no Brasil. Bom é quando os jornalistas divergem e ficam no campo das ideias: com dados, fatos e argumentos.
Reinaldo:É um trecho de impressionante vigarice intelectual. Miriam Leitão já apoiou o ataque que sofri de Suzana Singer, que me chamou de “rottweiler”; ela mesma afirmou que rosno — nada menos! —, mas diz que gosta é do debate de ideias. Ora, cadê os artigos em que a ataco? Onde estão? Por que ela não os exibe? Miriam Leitão não suporta é ser contestada. A propósito: ela se refere, no trecho acima, a Rodrigo Constantino, como ele mesmo deixa claro em seu post a respeito. Não custa perguntar: “Dona Miriam, o que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?”. Prove que a senhora tem algo na cabeça e nos explique. Existirá um jeito “feminino” de conduzir a instituição? Como se vê, desonestidade intelectual, por exemplo, não tem sexo.
Miriam:Isso ajuda o leitor a pensar, escolher, refutar, acrescentar, formar seu próprio pensamento, que pode ser equidistante dos dois lados. O que tem feito falta no Brasil é a contundência culta e a ironia fina. Uma boa polêmica sempre enriquece o debate. Mas pensamentos rasteiros, argumentos desqualificadores, ofensas pessoais, de nada servem. São lixo, mas muito rentável para quem o produz.
Reinaldo:Se Miriam Leitão tiver um mínimo de honestidade intelectual, um pouquinho que seja, vai apontar trechos dos meus textos em que incorro na violência retórica gratuita, como ela faz comigo. Quem diz que o outro rosna só porque ousou discordar apela à “contundência culta é à ironia fina”??? Ora, tenha mais pudor, minha senhora!
O mais interessante é que esse seu texto bucéfalo foi freneticamente reproduzido pelos blogs e sites financiados por gestões petistas e por estatais, os mesmos que a chamam de “Miss PIG”; os mesmos que costumam fazer trocadilhos grotescos com seu nome; os mesmos que a acusam de, como direi?, escrever o que escreve por motivos “sonantes”. Miriam nunca reagiu. Ela precisava de um bom pretexto para responder aos esquerdistas cretinos que a achincalham. Para demonstrar que é isenta, atacou também a “direita”. Assim, pode posar de “radical de centro”.
No fim das contas, dona Miriam Leitão está é pedindo a minha cabeça e a de Constantino. Segundo diz, a “direita hidrófoba” ganha cada vez mais espaço na mídia. É mesmo? Vamos cobrar de Miriam que dê os nomes que compõem tal grupo. Ela poderia dar início a seu macarthismo às avessas fornecendo à própria direção das Organizações Globo a lista de profissionais que incorrem nesse pecado. Afinal, convenham: se limparmos a maior empresa de comunicação do país dessa escória, já será uma profilaxia e tanto, não é? Assim, pergunto — e espero que ela tenha coragem intelectual de apontar:
– quais são os nomes que integram a “direita hidrófoba” na Rede Globo?
– quais são os nomes que integram a “direita hidrófoba” no jornal O Globo?
– quais são os nomes que integram a “direita hidrófoba” na GloboNews?
– quais são os nomes que integram a “direita hidrófoba” na, para ser mais amplo, Globosat?
Vamos lá, Rainha de Copas! Comece por propor uma limpeza na própria casa. Não sem antes demonstrar como essa tal “direita hidrófoba” ameaça a liberdade de expressão no Brasil. Não sem antes demonstrar como essa “direita hidrófoba” ameaça cassar concessões do grupo. Não sem antes demonstrar como essa “direita hidrófoba” persegue nas ruas os jornalistas do grupo. Não sem antes demonstrar como a “direita hidrófoba” manda recados.
Num desses blogs financiados por estatais, publicou-se certa vez:
“Bem, falando-se da FSP, nossa sorte é q esse jornal vende apenas 300 mil exemplares num universo de quase 190 milhões de brasileiros… Ainda é pouco! Do contrário teríamos de eliminar a balas (sic) seres do naipe de Clóvis Rossi, Mainardi, Reinaldo Azevedo, Civita, famiglia Marinho, Jabor, Leitão, Noblat… Um infinito de jornalistas medíocres…”
Escrevi a respeito. Miriam Leitão, claro!, não disse nada! Não disse porque, tudo indica, no fundo, ela concorda que pelo menos parte dessa lista merece mesmo levar um tiro na cara.
E esse foi um dos 29 posts — dos 40.066 que já publiquei — em que citei Miriam. Sinto, ao ler o seu texto, a vergonha que ela certamente não sentiu ao escrevê-lo. Há 11 anos o PT recorre ao dinheiro público para criar sites e blogs que patrulham a imprensa e demonizam pessoas — inclusive ela própria. Nunca se ouviu um pio de Miriam. Só teve a coragem de tocar no assunto quando viu a oportunidade de atacar também “a direita”. Vergonhoso!
*
PS – Ainda que a coluna de Miriam Leitão seja de uma indignidade escandalosa, aviso que não serão publicados comentários com agressões pessoais a esta senhora. Miriam Leitão chame de cachorro quem ela bem entender. Ninguém precisa nem deve tomá-la como padrão.
Reinaldo Azevedo VS. O vampiro da Vírginia :

As" perseguições" relacionadas ao Tio Rei começaram a ficar interessantes em 2016, quando acabou cutucando o "oráculo" da direita brasileira, Olavo de Carvalho:
(http://archive.li/O0A46)
Caros, meu blog faz dez anos no dia 24 de junho. Ao longo desse tempo, conheci todas as baixarias de que são capazes os petralhas, com seu misto de ignorância e fanatismo. No mais das vezes, ignorei. A razão é simples: contavam comigo para aparecer e para sair dos escombros da irrelevância moral.
O mesmo fazem agora Olavo de Carvalho e seus esquisitos amestrados. À medida que o “mestre”, “o professor” e o “guia” vai enlouquecendo — e os sinais de paranoia e alheamento da realidade vão se tornando a cada dia mais evidentes; a questão é de química cerebral mesmo —, seus súditos intelectuais tentam emular o guru. Como a estes faltam as referências que o outro consegue manejar com certa destreza, apesar da discricionariedade e das idiossincrasias, sobra aos meliantes só o gosto pela grosseria, pelo baixo calão, pela vulgaridade.
Olavo se tornou servidor de uma candidatura à Presidência. Sim, a de Jair Bolsonaro. Espero que esteja ao menos sendo bem remunerado por isso. Conhecemos, no Brasil, o fenômeno dos “blogs sujos”. Olavo é o “filosofo” — e coloquem-se aspas aí — sujo. Se chegou a pensar com autonomia, em algum momento, e duvido crescentemente disso, esta desapareceu.
O que tirou Olavo da casinha? Respondo: a sua brutal incapacidade de ler a realidade.
O “filósofo” jamais imaginou que Dilma sofreria um processo de impeachment. Tentou ser o condutor das massas nas jornadas de 2015 e 2016, mas ninguém sabia quem era ele, a não ser os feios, sujos e malvados de sempre. Os que seguiam as suas ideias só serviam para difamar um movimento que tinha e tem a democracia como valor inegociável.
Olavo de Carvalho, o bobalhão, e os bolsonaretes queriam “intervenção militar”. Não confiavam que o processo político — e democrático — se encarregaria de depor Dilma Rousseff. Eram entusiastas dos coturnos saneadores passando sobre Brasília “por um breve período”. Lixo!
O vampirismo
Ali por volta de novembro, a tese do impeachment deu uma esfriada — ao menos no noticiário. Quem acompanhava os bastidores da política sabia ser essa uma informação falsa. Bastou para o Vampiro da Virgínia — que se alimenta do sangue envenenado de fel e melancolia de seus seguidores feios, sujos e malvados — vir a público para anunciar que o impeachment não aconteceria porque movimentos como o MBL e jornalistas como eu haviam rendido a força das ruas aos… políticos.
Olavo, o Sábio, aquele “que tinha razão”, queria tomar o Palácio de assalto. Certa feita, chegou a sugerir que os servidores não mais atendessem às ordens de Dilma. O que se queria o grande “pensador da direita” confundia a história com um conto de fadas.
Quem sabia, no entanto, onde se desenhava o futuro tinha clareza de que se vivia uma onda temporária de refluxo do movimento, que ele voltaria com toda a força, como voltou. E que os políticos eram essenciais para garantir a deposição dos petistas, SEGUNDO OS RIGORES DA LEI. SEM COTURNOS.
Olavo e seus feios, sujos e malvados foram desmoralizados. Eles estavam errados. A organização política e as instâncias da democracia derrubaram Dilma Rousseff.
Ao “mestre” sobrou a luta contra fantasmas nos quais nem ele mesmo acredita. Essa impressão que Olavo passa de que enxerga comunistas até debaixo da cama é falsa como nota de US$ 3. O anticomunismo virou a sua profissão, virou seu meio de vida. Anunciar agentes de ordens secretas infiltrados em todas as instâncias do poder se tornou o seu ganha-pão — e não é de hoje.
A última tese do gênio é que o Foro de São Paulo agora tomou conta das Forças Armadas. Olavo ensina general a fazer guerra. E não em razão de sua inteligência superior, mas de sua loucura sem limites. A seu modo, é um gênio: transformou a paranoia alheia em fonte de renda. Não precisa pegar no pesado. É só sentar diante da tela e vomitar suas teorias alucinadas.
Seus seguidores se espalham na Internet. Não é preciso ser muito agudo para perceber patologias várias, conjugadas na expressão de uma ignorância agressiva, travestida de ilustração.
Aqui e ali, enviam-me mensagens que o Vampiro da Virgínia divulga na rede. Segundo escreve, foi ele, lá de longe, o grande mentor da deposição de Dilma. É mesmo?
Olavo deveria voltar ao Brasil, arrumar um emprego para ganhar a vida honestamente e testar a sua popularidade nas ruas. Vamos ver quantos são os brasileiros que o reconhecem como inspiração.
Não! Não estou sugerindo um teste de popularidade para avaliar a qualidade da sua “filosofia” — esta já foi amplamente desmoralizada pela realidade. Estou propondo que ele vá ao povo para avaliar quantos reconhecem nas orientações desse guia genial o caminho da libertação.
Só não digo que Olavo perdeu porque nunca houve a hipótese de ele ganhar. Este senhor lançou-se no mundo das ideias como astrólogo e vai terminar como prestidigitador, escondendo e tirando imposturas da cartola. Outro dia alguém me perguntou se ele era mesmo de extrema direita. Nem isso. É um extremista do oportunismo.
Ah, Olavo!!! Um pouco de Marx para defini-lo: eis “o bufão sério que não mais toma a história universal por uma comédia, mas a sua própria comédia pela história universal”.
A cada vez que tomo ciência de que ainda existe, lembro do garotinho de “O Sexto Sentido”: “Eu vejo gente mooorta!”.
Olavo retrucou então com um vídeo, e ainda fez uma piada com as tetas do Reinaldo oferecendo-lhe um sutiã:

















Desde então as tetas do Tio Rei foi algo que nunca mais deu para desver:
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Reinaldo Azevedo mata um traveco de tesão:
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Como Reinaldo é um jornalista muito capaz, decide lançar duras críticas contra o cartunista traveco Laerte Coutinho, que trabalhava junto com ele na Folha de São Paulo, por causa desta charge:
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(http://archive.li/Fvz6t)

O cartunista Laerte Coutinho, como expressão política, é um farsante. E nem me refiro ao fato de ele ter decidido parar de se vestir de homem para ser baranga na vida. Fosse uma sílfide, sua ética não seria melhor. Não é a mulher horrenda que há nele que o faz detestável, mas o que há de estúpido. E aí, meus caros, pouco importa como ele use os instrumentos com os quais o dotou a natureza.
Em 2012, esse farsante, que então se dizia bissexual e declarava ter uma namorada, foi flagrado usando o banheiro feminino de um restaurante. Estava, como se diz, montado. Uma mulher, segundo os dotes da natureza, sentiu-se incomodada. Especialmente porque estava no recinto com a sua filha, uma criança. Indagado se não era justo o incômodo já que, afinal, ele se dizia também atraído por mulheres, deu a seguinte resposta: “Não importa. Como é que elas se sentiriam com uma lésbica dentro do banheiro?”.
Depende. A resposta parece esperta, mas é típica de um argumentador picareta. Em primeiro lugar, Laerte é homem, não lésbica. Em segundo lugar, ainda que alguns traços estereotipados (mas nem sempre) possam indicar o lesbianismo, uma hétero só poderia reclamar da presença de uma lésbica se fosse alvo de algum assédio. Em terceiro lugar, o exibicionismo certamente doentio de Laerte faz dele o mais famoso homem que se veste de mulher do país.
Na sua insaciável compulsão por mandar a lógica às favas — ele pensa mal não importa como esteja travestido —, afirmou ainda: “Eu sou uma pessoa transgênera e quero usar o banheiro feminino”. Laerte acredita que o fato de ele “querer” alguma coisa transforma essa coisa num direito. Mais: salvo demonstração em contrário, o banheiro feminino é reservado às mulheres, e a menos, então, que sejam consultadas, essa maioria não poderia ser submetida aos desejos da minoria “transgênera” — na hipótese, não comprovada, de que ele representasse a dita-cuja, o que também é falso.
Ocorre que esta falsa senhora transita num meio em que o único preconceito aceitável é não ter preconceitos, como se as escolhas que fazemos ao longo dos dias, das semanas, dos meses, dos anos e da vida não comportassem uma carga de saberes prévios e necessários à organização em sociedade. Mas nem vou me ater agora a esse aspecto. Registro apenas que um esquerdista como Laerte, a despeito de sua ignorância política amplamente demonstrada em suas charges (as que fazem sentido ao menos…), é uma figura icônica desses tempos em que tudo pode desde que seja visto como transgressão — ainda que não se saiba por que transgredir e com que finalidade. Em suma: o sujeito é esquerdista, gay, “transgênera” (seja lá o que isso signifique) e sempre tem, como disse Mencken, respostas simples e erradas para problemas complexos.
Na terça, dia 18, a Folha publicou a charge de Laerte que abre este post.
Para o homem-mulher que pretende usar o banheiro feminino porque se diz “transgênera” e que acusará o “preconceito” de qualquer um que ouse obstar os seus balangandãs entre vaginas, a sua generalização é insuportavelmente preconceituosa. Pior ainda: desta feita, é a minoria que está no poder — e Laerte pertence inequivocamente ao terreno dos que governam o país há 13 anos — ironizando a maioria que não está. Associar as pessoas que pedem “Fora Dilma” a supostos policiais que praticam chacinas é duplamente doloso:
1 – porque atribui a milhões de pessoas que vão às ruas comportamento e escolhas criminosas;
2 – porque associa a Polícia Militar, como instituição, ao crime.
Vera Guimarães Martins, ombudsman da Folha — entre os melhores textos que já passaram pela função, diga-se —, escreveu a respeito neste domingo. Laerte se pronunciou, defendeu sua charge estúpida e produziu esta pérola:
“Muitos manifestantes tiraram selfies ao lado de PMs e as reproduziram fartamente nas redes sociais, transformando esse gesto num ícone de todas as marchas até agora. Essas pessoas não estavam confraternizando com soldados específicos –estavam demonstrando apoio a uma corporação que vem sendo apontada como uma das mais envolvidas em mortes de pessoas, no país (segundo esta Folha, no primeiro semestre, foram 358 mortes “em confronto”). Os recentes assassinatos apontam, segundo as investigações, para ação motivada por vingança, por parte de policiais. O que busquei foi juntar as pontas desses fatos sociais e estimular a reflexão.”
É asqueroso. Pessoas fazem, sim, selfies com policiais que estão sem máscara, de cara limpa, acompanhando pacificamente uma manifestação política de… pacíficos! De fato, demonstram seu apoio à instituição que responde pela segurança pública, não a eventuais assassinos que se acoitam na corporação. Afirmar — e notem que é isso que ele faz — que esses manifestantes estariam apoiando esquadrões da morte é delinquência intelectual. Mais: as investigações estão sendo conduzidas, entre outros entes, pela própria Polícia Militar.
Há mais burrices na fala da baranga moral: há mais de 50 mil assassinatos por ano no Brasil, e a Polícia Militar não está entre as que mais matam. É mentira! No caso, as mortes aconteceram em São Paulo, estado que tem hoje a menor taxa de homicídios do país.
A figura travestida de pensador ainda ousa: “Toda redução será, em algum grau, injusta”. É verdade. Mas Laerte não produziu só a “redução” inevitável de uma charge. A “trangênera” que participou de um evento no Instituto Lula no dia 16 de agosto, enquanto mais de 600 mil pessoas pediam o impeachment de Dilma, as associou a todas ao crime, à violência e a execuções sumárias. No mesmo dia, naquele instituto, os “companheiros” faziam a defesa de petistas presos, flagrados com a boca da botija.
O homem que se finge de mulher associa manifestantes pacíficos a criminosos para que possa participar de um ato que, fingindo-se de pacífico, defende criminosos. Laerte é uma fraude de gênero. Laerte é uma fraude lógica. Laerte é uma fraude moral.
Mas que se note: ele não está só. Multiplicam-se os textos no colunismo que tentam associar os que pedem o impeachment de Dilma, ancorados na lei, à defesa da violência e da truculência, embora essas pessoas tenham promovido as três maiores manifestações políticas do país sem um único incidente. A pauta de uma minoria, que pede intervenção militar, é usada como exemplo do suposto perfil antidemocrático de quem sai às ruas. Não obstante, até agora, só duas lideranças com alguma projeção acenaram com confronto armado foram Vagner Freitas, presidente da CUT, e Guilherme Boulos, chefão do MTST. O assunto sumiu da imprensa.
Para encerrar
Quanto à tal “redução” que “será, em algum grau, injusta”, como ele disse, dizer o quê? Abaixo, seguem algumas “reduções” sobre os judeus que eram publicados na imprensa alemã durante o nazismo ou que ilustravam livros escolares. A gente viu em que deu aquela “redução“: seis milhões de mortos. Vejam. Volto depois.
Laerte já viveu segundo o que é — um homem — e agora decidiu viver segundo o que não é: uma mulher.
Sugiro que tente experimentar o gênero humano… Quem sabe!
Por causa deste artigo, Laerte então decide processar Reinaldo, a Veja e a Jovem Pan, mas como o Tio Rei é um jornalista bem fogoso, decide provocar mais ainda e atenta Laerte postando duas fotos de quando era jovem:
(http://archive.li/SbkKc)
O/a cartunista petista Laerte resolveu associar os que pedem o impeachment de Dilma a apoiadores de chacina. Eu desmoralizei a sua leitura do mundo com a lógica e com os fatos. Ele resolveu se apaixonar por mim. Mas antes perguntou à sua advogada se renderia processo. Um surto de conservadorismo da transgênera iconoclasta. Escreveu o seguinte texto no Facebook:
Sobre o Reinaldo Azevedo.
Acho que eu não devia dizer o que vou dizer, mas minha advogada opinou que não vai gerar ação na justiça. E minha analista deu força, pra botar pra fora senão somatiza e piora a situação das varizes.
Então lá vai – esse cara me dá um tesão desgraçado.
Não sei o que é – tá, ele não é um ogro -; se é o olhar decidido, o nariz, os lábios, não sei!
Nessas noites de frio que vem fazendo eu fico debaixo das cobertas e, como diria o Henfil, peco demais.
Vou acabar tendo que depilar a mão com cera espanhola.
Acho que eu tenho síndrome de Estocolmo platônica.
Retomo

O senhor que aparece ao meu lado é Terenciado Speranza, meu avô materno, a melhor pessoa que conheci na vida.
Não fica bem Laerte exercer o sexo solitário pensando num senhor de 54 anos. Ofereço duas fotos de quando eu tinha 20 para fazê-lo sonhar com mais colágeno, né? Afinal, masturbação não tem tempo histórico. É possível se excitar até com Robespierre e com Marat, sem as perebas. E olhe, Laerte, que eu declamava “O Programa de Transição” de cor e salteado. Vai, se acabe aí!
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Infelizmente um ano depois o resultado não foi o esperado para o nosso querido Reinaldo:
(http://archive.li/5ZyMH)
Houve evidente excesso no texto escrito pelo colunista Reinaldo Azevedo na revista Veja e lido por ele na rádio Jovem Pan, no qual ofendeu a cartunista Laerte. Em texto publicado em agosto, o jornalista chamou a cartunista de "fraude moral", "baranga moral", "fraude de gênero" e "fraude lógica". Para o juiz Sang Duk Kim, da 7ª Vara Cível de São Paulo, Azevedo violou a intimidade e a vida privada da artista. O colunista, a revista e a rádio foram condenados a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais.
"O fato é que a impossibilidade da censura não pode ser confundida com a ausência de responsabilidade por excessos na ato da sua manifestação. E é evidente que excesso houve, na medida em que os seus comentários tecerem considerações pessoais do cartunista, depreciando-o em sua honra, o que desbordou do contexto da charge de sua autoria", disse o juiz na decisão.
No texto que deu origem ao processo, Reinaldo Azevedo criticou uma charge feita por Laerte Coutinho para o jornal Folha de S.Paulo na qual manifestantes a favor do impeachment tiram selfies com policiais mascarados. A abordagem saiu do campo político e foi parar na vida pessoal da cartunista.
"Na sua insaciável compulsão por mandar a lógica às favas — ele pensa mal não importa como esteja travestido —, afirmou ainda: 'Eu sou uma pessoa transgênera e quero usar o banheiro feminino'. Laerte acredita que o fato de ele 'querer' alguma coisa transforma essa coisa num direito. Mais: salvo demonstração em contrário, o banheiro feminino é reservado às mulheres, e a menos, então, que sejam consultadas, essa maioria não poderia ser submetida aos desejos da minoria 'transgênera' — na hipótese, não comprovada, de que ele representasse a dita-cuja, o que também é falso", escreveu Azevedo.
https://archive.li/5ZyMH/8614cb2db232e94b2d0f05e386cb13a48471f1e8.jpeg
Reinaldo Azevedo dá a bunda para ex-colega que virou dono de tablóide político:
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Após o meme do "Lula preso amanhã" ficar cravado na mente do brasileiro, Reinaldo decide tirar uma onda com o ex-colega Diogo Mainardi:
Mandam-me a última contra mim publicada no site de humor & negócios “O Antagonista”. A página é viciada neste escriba. É Reinaldo-dependente. Dadas a hora da diatribe e a preguiça de escrever, deve ser coisa do Diogo de Veneza. Parece que ele não gostou da minha coluna na “Folha” de hoje. Está escrito lá:
“’Moro esmagou o devido processo legal’
É a opinião de Reinaldo Azevedo sobre o interrogatório de Lula.
O colunista da Folha de S. Paulo está tentando tomar o lugar de Cristiano Zanin”

Vamos ver

Cristiano Zanin, para quem não sabe, é um dos advogados de Lula.
Não estou, é claro! Se estivesse, acharia mais moral identificar-me com o direito de defesa do que com incitadores de linchamento.
Diogo quer ser a Rainha de Copas: “Cortem-lhe a cabeça!”.
A propósito, Oráculo de Veneza: quando é que Lula vai ser preso amanhã?
Vá buscar uma ocupação, meu velho!
PS: Alô, patrões do Diogo: champanhe para a redação! Finalmente, esta página cita “O Antagonista”.
PS2: Não esperem resposta todo dia! Talvez eu nunca mais volte ao assunto. Sou muito ocupado.
O resultado você confere logo abaixo:
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https://twitter.com/hashtag/VaiDarABundaReinaldo?src=hash
Reinaldo Azevedo termina a amizade com a Joice Hasselman:
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Quando o Tio Rei ainda apresentava Os pingos no Is na Jovem Pan junto com a Joice Hasselman, houve um protesto em que o MBL pedia apoio a Lava Jato, Joice se juntou ao grupo e pediu apoio aos outros jornalistas que ficavam quietos perante a isso tudo:

















Reinaldo discordou e decidiu detonar a própria colega ao vivo por meia hora:

















Joice retruca e ameaçou processar Reinaldo:

















Com essa atitude, Reinaldo perdeu maior parte do apoio que ainda tinha, e com isso segue a maior "perseguição política " que o tio Rei já sofreu.

Reinaldo Azevedo defende o Estado Democrático de Direito da terrível Lava Jato:

Estranhamente Reinaldo, fazia muitas críticas a Lava Jato, falando que infrigiu com o Estado Democrático de Direito do país, e alguns exemplos segue as críticas feita contras as 10 medidas contra a corrupção e que outro artigo que diz que infringiu a lei:
https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/dez-medidas-contra-a-corrupcao-viram-18-caixa-dois-passa-a-ser-crime-caem-limite-a-hc-e-provas-ilicitas/(http://archive.li/Yic8u)
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), relator do projeto de lei de iniciativa popular que traz as medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público, entregou seu relatório à Comissão Especial. Ainda não li a íntegra do texto. Mas os dados que já foram tornados públicos indicam que ele melhorou, sim, a proposta.
Uma das principais medidas está lá: a criminalização do caixa dois. Três foram retiradas, e outras, acrescentadas. As dez medidas se transformaram em 18. Entre elas, está a possibilidade de juízes e membros do Ministério Público poderem ser denunciados por crime de responsabilidade.
Mesmo sem conhecer a íntegra, dá para apontar as virtudes do texto. Caixa dois passa a ser crime: para quem doa e para quem recebe. Estão previstas penas de 2 a 5 anos se os recursos paralelos forem lícitos e de 4 a 10 se forem ilícitos.
É um avanço importante na luta contra a corrupção? É. Afinal, é evidente que o caixa dois não é apenas um crime eleitoral.
Três medidas polêmicas
Vocês sabem que me bato aqui há alguns meses contra três das dez medidas originalmente propostas pelo Ministério Público. A razão é simples: agridem fundamentos da Constituição e de leis democráticas que temos. Ou por outra: não se pode usar o meritório trabalho de combate à corrupção como pretexto para agredir fundamentos da democracia.
O Ministério Público queria criar limitações severas à concessão de habeas corpus. É claro que é descabido. A proposta era compatível com um regime de exceção.
A medida não foi incorporada por Lerenzoni. O que ele faz é dizer que o juiz pode consultar o Ministério Público para saber se a eventual concessão do HC compromete a investigação. Mas a decisão do magistrado segue soberana. De resto, sempre cabe recurso.
Provas ilícitas
O texto do Ministério Público admitia o uso de provas ilegais desde que colhidas de boa-fé. Como costumo brincar, a boa-fé da corda é o pescoço. Ora, como se falar em “devido processo legal” com o uso de provas ilegais?
Uma proposta como essa chega a ser constrangedora. Ainda que viesse a ser acatada pelos parlamentares, é certo que a medida seria derrubada no Supremo.
Teste de honestidade
O deputado faz uma alteração importante no chamado “teste de honestidade” para servidores. O procedimento vai se limitar a instruir medidas de ordem administrativa, sem qualquer desdobramento na esfera penal. Também essa mudança é importante porque, por óbvio, a produção induzida de prova não pode ser usada em tribunal.
Lorenzoni já havia anunciado que rejeitaria esses pontos e que acataria a criminalização do caixa dois.
Juízes e MP
Entre 18 medidas listadas pelo relator contra a corrupção, está a que prevê crime de responsabilidade para juízes e membros do Ministério Público. Haverá gritaria. De acordo com o Artigo 2º da Lei 1.079, estão sujeitos a punição por esse crime “o Presidente da República ou Ministros de Estado, os Ministros do Supremo Tribunal Federal ou o Procurador-Geral da República”. E a Constituição, num caso excepcionalíssimo, diz que o presidente de uma Câmara de Vereadores também pode sofrer tal acusação se gastar mais de 70% de sua receita com folha de pagamentos, incluindo o subsídio dos parlamentares.
Informa o Portal G1: “O projeto de lei proposto por Lorenzoni prevê dez situações em que o juiz incorrerá em crime de responsabilidade e outras dez para os membros do MP. Entre elas estão exercer atividade político-partidária, ser negligente no cumprimento do cargo, proceder de modo incompatível com o decoro ou receber qualquer honorário ou custas processuais. No caso dos juízes, também estará cometendo crime de responsabilidade quem manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre qualquer processo pendente de julgamento ou faça “ou juízo depreciativo” sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério”.
Vamos ver qual será a reação dos juízes e do MP. Lorenzoni admite o potencial polêmico da proposta: “Pode parecer, à primeira vista, um pouco inusitado uma vez que esse crime está relacionado a infrações político-administrativas”.
Para o deputado, é indiscutível que, hoje, juízes e membros do MP são “agentes políticos”. E emenda: “Uma vez que tais agentes políticos ocupam hoje um espaço que anteriormente não lhes era destinado, é justo e correto, portanto, que a lei hoje a eles confira a medida de sua responsabilidade”.
Nada tenho a objetar, mas já ouço o alarido.
De qualquer modo, não é isso o que mais interessa no projeto, como destaquei.
(http://archive.li/DuaiX)
Os dias andam agitados demais. Coisas em excesso, demandas as mais variadas. Mas vamos lá. É claro que eu iria, como faço agora, escrever um texto com a minha avaliação sobre o depoimento prestado pelo ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro, em Curitiba.
A minha síntese? Pois não! Sem poder apresentar as provas, que deveriam ter sido fornecidas pelo Ministério Público Federal, de que o tríplex pertence a Lula, Moro optou por uma condução da audiência que fez picadinho do devido processo legal.
Acho que o apartamento é de Lula? Acho. Mas não sou juiz. E o meu achar é irrelevante. No estado de direito, condena-se com provas. E Moro não as tinha. Ao contrário, as evidências materiais apontam que o imóvel pertence à OAS.
Sem ter como dar o xeque-mate ou deixar o depoente numa sinuca, Moro optou por um comportamento lamentável, que agride o devido processo legal. Resolveu fazer perguntas a Lula que diziam respeito aos quatro outros inquéritos a que o petista responde.
Entre as perguntas impróprias, a maioria buscava demonstrar que o petista, afinal, era o verdadeiro chefe da estrutura criminosa que operava na Petrobras.
Observem: no inquérito em questão, há três contratos da OAS com a estatal sob suspeita; eles teriam gerado a propina que o MPF diz ter sido paga a Lula na forma do apartamento de Guarujá e do transporte e armazenamento de seu acervo. Não! Moro não se referiu a nenhum deles em particular.
Na verdade, ele tratava Lula como o chefe da organização criminosa. Ora, posso até concordar com isso. Mas esse é o inquérito que tramita no Supremo.
Mais: o juiz insistiu em fazer indagações sobre o sítio — afinal, as obras nesse imóvel e no apartamento estariam ligadas. Tudo indica que estão mesmo. Mas por que há, então, um inquérito para cuidar de cada caso? Por que não estão juntos?
Mais: o juiz demonstrou incômodo com a liderança política de Lula, o que é um despropósito. Quis saber por que o ex-mandatário emitiu juízos contraditórios sobre o… mensalão!!! O que a dita Ação Penal 470 tinha a ver com o apartamento de Guarujá? Nada!
Teve o desplante de dizer, ainda que o tenha feito de forma interrogativa, que o depoente, ao processar um delegado, um procurador e um juiz (sim, ele próprio: Moro!), estava tentando intimidar as pessoas encarregadas da investigação.
Trata-se de uma afirmação absurda. Apresentar petições ao poder público — e isso inclui recorrer à Justiça — é um direito fundamental das democracias. Vejam a Primeira Emenda da Constituição Americana, por exemplo.
Na era da pós-verdade e das verdades alternativas, versões se espalham na cloaca do capeta: as redes sociais. Petistas dizem que seu líder esmagou Moro. Os fanáticos do juiz sustentam o contrário.
Vamos botar os pingos nos is. Lula não esmagou ninguém. Deu-se mal, por exemplo, ao explicar suas relações com Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, e deste com João Vaccari, tesoureiro do PT. E digo que se deu mal porque se atrapalhou.
Sergio Moro esmagou, sim, o devido processo legal, mas não o petista, que não foi confrontado com nenhuma prova inequívoca. Mais: nós o vimos obrigando-se a dizer que nada tem de pessoal contra o presidente e de que nunca foi verdadeira a máxima “Lula vai ser preso amanhã”.
Ao tentar explicar por que fazia perguntas que nada tinha a ver com o processo, o juiz apelou, mais de uma vez, ao “contexto”. Não pode ser. A ser assim, a gente precisa ensinar o teorema de Pitágoras a partir do Big Bang. Já recomendava o poeta latino Horácio: não conte em seu poema a origem das musas…
Moro vai condenar Lula? A sua condução da audiência indica que sim. Se nada de novo aparecer, vai fazê-lo com base na convicção formada a partir do depoimento de delatores, sem as provas. É claro que isso é um mau exemplo.
Reação posterior de um procurador que é estrela da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos, evidencia que a própria Lava Jato avalia que Lula venceu o embate também no tribunal. Na ocupação das ruas, já havia vencido.
A Lava Jato, com o apoio entusiasmado da direita xucra, está, acreditem, cometendo erros em penca. E isso tem seu preço: fortalecimento da esquerda.
Sim, eu considero que Lula era o chefe máximo de um monstrengo criado para assaltar os cofres e a institucionalidade. Acho que tem de ser investigado, processado, julgado e condenado por isso.
Mas que as coisas se façam segundo o devido processo legal. Não darei nem a Moro nem a ninguém a prerrogativa de se comportar e de decidir ao arrepio da lei.
Reinaldo chegou a mandar Moro catar coquinho:
https://www.facebook.com/jovempannews/videos/10153883228316472/?v=10153883228316472
E decidiu explicar para todos o que era a direita chucra:

















E com isso a popularidade de Reinaldo chegou a beirar o negativo, mas o motivo da estranha atitude de Reinaldo iria finalmente a tona depois de um tempo...

O fim e o recomeço do incrível Reinaldo Azevedo:

Em 23 de Maio de 2017, um áudio de Reinaldo Azevedo vaza falando com a irmã de Aécio Neves (na época presa pela PF), em que desfere críticas a própria Veja e a Rodrigo Janot, o qual sugeria que denunciava Aécio para pegar o lugar do mesmo no Senador de Minas
(http://archive.li/aGoiI)
Passava da meia-noite de quarta para a quinta-feira, 13 de abril. De um lado da linha, está Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e presa pela Lava Jato. Naquele momento, os irmãos eram investigados e estavam sendo grampeados pela Polícia Federal, com autorização da Justiça.
Era o auge da delação da Odebrecht: horas antes, o Supremo Tribunal Federal havia divulgado a íntegra das acusações da empreiteira.

Um dos políticos mais atingidos era Aécio. Do outro lado da linha, estava o jornalista Reinaldo Azevedo, titular de um dos blogs mais influentes do site da revista Veja.
Ao ser procurado pela reportagem do BuzzFeed, ele anunciou sua demissão da Veja e disse que não era investigado, mas que a divulgação da conversa tinha o jornalista, e não Andréa Neves, como foco.

"Há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo", escreveu.

Leia a íntegra da nota abaixo, ao final do texto.

A PF não considerou indícios de crimes na conversa realizada entre o jornalista e sua fonte, Andrea Neves. Mesmo assim, as gravações foram anexadas pela Procuradoria-Geral da República ao conjunto de áudios anexados ao inquérito que provocou o afastamento de Aécio e a prisão da irmã. O tom entre o colunista e a operadora do tucano é de cordialidade – o que não é incomum na relação entre jornalistas e as suas fontes.

O assunto é justamente as graves acusações contra Aécio, na delação da Odebrecht. É uma conversa mútua de críticas à Odebrecht, Lava Jato e até à revista Veja, sempre em defesa de Aécio.
Andrea Neves - Tudo bem e você?
Reinaldo Azevedo - Se eu não aguento mais, imagino vocês...
Andrea Neves - Virou uma salada de frutas, um negócio maluco.
Um dos assuntos discutidos é um dos pontos da delação da empreiteira. A acusação de que o empresário Alexandre Accioly, dono da academia Bodytech, emprestou uma conta em Cingapura para Aécio receber propina. O caso foi revelado pelo BuzzFeed. Ele nega as acusações.
Andrea Neves - Aí aparece uma história maluca, que já tinha aparecido um mês atrás mais ou menos naquele site BuzzFeed, dessa conta do Accioly em Cingapura. Que era, em tese, o mesmo dinheiro da minha em Nova York, que é o tal dinheiro da [usina] Santo Antônio. É essa coisa mágica, que ninguém consegue explicar, porque que o Aécio poderia ganhar uma bolada desse tamanho numa obra que é do governo federal. [...]
O assunto então muda para a Veja. A revista havia publicado, na capa, que a delação da Odebrecht trataria o pagamento de propina a Aécio em Nova York, numa conta em nome da irmã Andrea. Esta suposta conta que Veja atribuiu a Andrea Neves nos EUA nunca apareceu.
Com a divulgação pelo Supremo da delação de Henrique Valladares, citada na reportagem de capa, os dois passam então a criticar a revista.
Andrea Neves - Agora, que está acontecendo na Veja, o que o pessoal fez…
Reinaldo Azevedo - Ah, eu vi. É nojento, nojento. Eu vi.
Andrea Neves - Assinaram todos os jornalistas e vão pegar a loucura desse cara para esquentar a maluquice contra mim.
Reinaldo Azevedo - Tanto é que logo no primeiro parágrafo, a Veja publicou no começo de abril que não sei o que, na conta de Andrea Neves. Como se o depoimento do cara endossasse isso. E ele não fala isso.
Andrea Neves - Como se agora tivesse uma coleção de contas lá fora e a minha é uma delas.
Reinaldo Azevedo - Eu vou ter de entrar nessa história porque já haviam me enchido o saco. Vou entrar evidentemente com o meu texto e não com o deles. Pergunto: essas questões que você levantou para mim, posso colocar como se fosse resposta do Aécio?
Andrea Neves - Nós mandamos agora para a Veja uma nota para botar nessa matéria.
Reinaldo Azevedo - Não quer mandar para mim também?
Andrea Neves - Mando.
A irmã do senador e Reinaldo Azevedo começam então a criticar a Lava Jato. Ela afirma que a Procuradoria-Geral da República separou investigações contra Aécio para que ele fosse considerado o campeão de inquéritos.
Andrea Neves - Você tem vários casos, todos juntados. Como eles queriam que o Aécio aparecessem como campeão de inquéritos…
Reinaldo Azevedo - Sim, esse era o objetivo.
Andrea Neves - [...] É inacreditável, é uma covardia.
Reinaldo Azevedo - [...] É incrível, a Odeberecht agora virou a grande selecionadora de quem sobrevive e morre na política. A Odebrecht nunca teve tanto poder. É asqueroso. Me manda esse levantamento, me interessa, sim.
O levantamento citado no diálogo é uma compilação dos inquéritos que, segundo Andrea Neves, mostraria que Janot adotou um critério de caixa dois para os citados e outros para Aécio.
Entre os dias 13 e 14 de abril, foram dois textos publicados pelo jornalista sobre o tucano. O primeiro relata as acusações da Odebrecht e a posição da defesa. Já o segundo texto é em tom similar à conversa com Andrea Neves: "Janot aplica a Aécio critério de exceção, e inquéritos procriam!"

No final do diálogo gravado, há ainda uma crítica a Janot.
Reinaldo Azevedo - A gente precisa ter elementos objetivos de um certo senhor mineiro aí, cuidando da candidatura dele ou à presidência ou ao governo do Estado.
Andrea Neves - Como assim?
Reinaldo Azevedo - O nosso procurador-geral.
Andrea Neves - Você está achando?
Reinaldo Azevedo - Ôxi.. fiquei sabendo que está tendo conversas. Eu só preciso ter gente que endosse isso de algum jeito. Ter um pouco mais de elementos concretos. Que ele está, está. Presidência talvez não, mas o governo de Minas, sim.
Andrea Neves cita, em tom de chacota, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia. Ela é mineira.
Andrea Neves - Vai disputar com a Carminha (risos).
Reinaldo Azevedo - Ah, deve ser né. Sua prima (risos).
A conversa se encerra.
No dia seguinte, a Polícia Federal registra novo diálogo. A gravação, contudo, registra uma conversação truncada, com as vozes dos dois se sobrepondo, logo no início da chamada. Reinaldo Azevedo e Andrea Neves declamam poemas um para o outro.
Primeiro, o jornalista cita o poeta Cláudio Manoel da Costa. “É um poema lindíssimo que ele fala justamente de uma coisa que eu constatei quando fui a Belo Horizonte. A cidade cercada de montanhas. E aí ele diz assim: essas montanhas poderiam ter endurecido o coração. Mas não, tiveram efeito contrário".
Andrea Neves declama então um trecho que havia decorado na infância: "Bárbara bela, do Norte estrela, que o meu destino sabes guiar, de ti ausente, triste, somente as horas passo a suspirar".

De repente, Andrea Neves corta o papo: "Reinaldo, posso te ligar num segundo? É que nós estamos com um problemão agora com o Jornal Nacional..."
Mesmo o áudio sendo completamente irrelevante, Reinaldo prontamente prepara um show de vitimismo, e pede demissão da Veja e da Jovem Pan:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/meu-ultimo-post-na-veja/ (http://archive.li/bqsB5)
Andrea Neves, Aécio Neves e perto de uma centena de outros políticos são minhas fontes.
Trechos de duas conversas que mantive com Andrea, que estava grampeada, foram tornadas públicas. Numa delas, faço uma crítica a uma reportagem da VEJA e afirmo que Rodrigo Janot é pré-candidato ao governo de Minas e que estava apurando essa informação. Em outro, falamos dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.
Fiz o que deveria fazer: pedi demissão — na verdade, mantenho um contrato com a VEJA e pedi o rompimento, com o que concordou a direção da revista.
Abaixo, segue a resposta que enviei ao BuzzFeed, que vai fazer ou já fez uma reportagem a respeito. Volto para encerrar. Mesmo!
Comecemos pelas consequências.
Pedi demissão da VEJA. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a direção da revista concordou.
1: não sou investigado;
2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação;
3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;
4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;
5: mas me ocorreu em seguida: “se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não fariam isso com um jornalista que é crítico ao trabalho da patota?;
6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerada um escândalo. Por aqui, não;
7: tratem, senhores jornalistas, de só falar bem da Lava Jato, de incensar seus comandantes;
8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;
9: Bem, o blog está fora da VEJA. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão sabendo;
10: O que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;
11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo
.
Encerro
No próximo 24 de junho, meu blog completa 12 anos. Todo esse tempo, na VEJA. Foram muitos os enfrentamentos e me orgulho de todos eles. E também sou grato à revista por esses anos.
Nesse tempo, sob a direção de Eurípedes Alcântara ou de André Petry, sempre escrevi o que quis. Nunca houve interferência.
O saldo é extremamente positivo. A luta continua.
No dia seguinte Reinaldo começou um contrato com a RedeTV e a RádioBandNews FM, recomeçando assim uma nova era de polêmicas para o tio Rei:

















(http://archive.li/y3hus)
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Gostem ou não, Reinaldo Azevedo dá audiência, pelo menos foi assim em dois veículos que trabalhou e pediu demissão na última terça-feira, Veja e Jovem Pan eram e continuam sendo contra o governo do PT e do PMDB. A linha editorial da Jovem Pan é bem clara e isso ajudou também a fazer que " Os Pingos Nos Is", fosse um sucesso. Como colunista e ouvinte de rádio cansei de ouvir críticas diretas Reinaldo Azevedo ao jornalista Ricardo Boechat, âncora do Jornal da Band e principal nome da BandNews FM, (emissora que tem uma linha editorial bem diferente da Jovem Pan), como por exemplo esses dois artigos publicados no Blog que o jornalista tinha no site da Veja.
A coluna apurou com fonte da própria emissora que o clima está péssimo na redação de São Paulo desde que Azevedo foi confirmado. Boechat não gostou nada nada dessa contratação, por motivos óbvios . Vamos aguardar a estreia e os próximos capítulos dessa polêmica contratação.
A partir desta segunda-feira (29), o jornalista vai comandar, das 18h às 19h20, o programa O É da Coisa. Opinião contundente e análise do cenário político de um dos jornalistas mais conhecidos do Brasil estarão no dial da emissora. Tudo, claro, com a atualização dos principais assuntos do dia, prestação de serviço, participação e interação com os ouvintes, pilares da programação da BandNews FM. “Estou muito feliz com o convite que a BandNews me fez, acho que é um reconhecimento pelo meu trabalho. Em especial, fico feliz porque o convite é feito num momento em que houve uma tentativa canalha, covarde e criminosa de me envolver numa operação na qual evidentemente eu não tenho nenhum vínculo, a não ser aquele que os jornalistas têm com suas fontes. Então este convite vir de uma rede desse tamanho, de uma empresa dessa importância, neste momento, é um presente que eu recebo, um reconhecimento. E fico feliz e acho que vai dar muito certo. Estou muito animado”, declara Reinaldo. O É da Coisa será coapresentado pelos jornalistas Rodrigo Orengo, de Brasília, e André Coutinho, em São Paulo. A transmissão será nacional entre 18h e 19h para ouvintes de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Vitória, Salvador, João Pessoa e Fortaleza. Entre 19h e 19h20, apenas para quem está em São Paulo. Com a estreia de O É da Coisa, a programação local da BandNews FM será levada ao ar das 17h às 18h.
Reinaldo Azevedo na atualidade:
Em tempos modernos Tio Rei continua mais impopular que nunca e continua chorando vitimismo como sempre, no começo de fevereiro chorou algumas lágrimas pelo Boechat.
Ainda no mesmo mês, em sua grandiosa despedida da RedeTv , coça as bolas na frente de Casoy:

















No começo de Março, o blog de Reinaldo é hackeado, e o mesmo exclamou que em todos anos nessa indústria vital , a primeira vez que isso aconteceu:
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Não muito tempo depois, Reinaldo foi junto com o Jean Willys contratado pela Uol:
https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/2019/03/jean-wyllys-e-reinaldo-azevedo-sao-os-novos-contratados-do-uol (http://archive.li/K7FcW)
Mais recente Danilo Gentili lança um novo quadro usando o Jotinha para parodiar o Reinaldo Azevedo:

















Reinaldo Azevedo não gostou muito:

















Ultimamente Tio Rei leva vida tentando redigir textos de qualidade, sobre os últimos eventos na política tentando atingir um público alvo de qualidade:
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Mídias Sociais:
Twitter: https://twitter.com/reinaldoazevedo (http://archive.li/csuCV)
Facebook: https://www.facebook.com/ReinaldoAzevedoColunista/ (http://archive.li/7v9aI)
Blog: https://reinaldoazevedo.blogosfera.uol.com.br/ (http://archive.li/RHDbJ)
Instagram: https://www.instagram.com/reinaldoazevedo.com.br/
Youtube Rádio Band news FM: https://www.youtube.com/channel/UCWijW6tW0iI5ghsAbWDFtTg/
 
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Sparky Lurker

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03/05: Reinaldo Azevedo faz mais uma fanfiction para a coleção:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldoazevedo/2019/05/quando-olavo-de-carvalho-se-encontra-com-daenerys-targaryen.shtml (http://archive.li/6rpDE )
Quando Olavo de Carvalho se encontra com Daenerys Targaryen
Com menos de um mês na ribalta, ninguém desempenha tão bem o papel de "clown" dessa comédia sinistra que é o governo Bolsonaro como esse tal Abraham Weintraub, o ministro da Educação que resolveu combater "a balbúrdia" de esquerda nas universidades federais aplicando-lhes cortes punitivos de verba, entre outros improvisos. Sua retórica reacionária e beligerante mal esconde a falta de projeto, de perspectiva, de preparo técnico. Observem que o bolsonarismo nunca comparece ao debate com dados e estudos a justificar essa ou aquela medida. Tudo se resolve na base do improviso, ao qual se aplica o "viés ideológico". Personagens que só deixariam o legado do seu ressentimento incompetente vivem seus dias de fama.
Se há um aspecto positivo neste governo, ele está em marcar, na prática, a diferença entre liberais e arruaceiros populistas de extrema direita. Observem que escrevi ali a expressão "na prática". É importante porque eu a emprego como a outra face da experiência, que é a teoria. Como resta evidente a cada dia, inexiste aporte teórico "nisso daí". As coisas vão sendo feitas à matroca. Exceção à reforma da Previdência, que se aproveitou de um estoque razoável de estudos para chegar à proposta que está no Congresso —a despeito de erros políticos brutais, incluindo os de Paulo Guedes—, nada mais existe.
O que se tem é uma noção tão imprecisa como agressiva de que o país estava sendo sufocado por "eles", os esquerdistas, os comunistas, os "red walkers". Não por acaso, um certo Filipe Martins, assessor especial de Bolsonaro, recorreu ao Twitter dia desses para evidenciar seus referenciais teóricos. Escreveu o mestre: "Como (quase) todo mundo, estou na expectativa pela volta de 'Game of Thrones', série formidável que aborda, dentre muitos outros, um dos meus temas favoritos: o perigo de apostar todas as fichas no pseudorrealismo maquiavélico e na falsa esperteza pragmática".
Já tivemos poderosos que citavam Max Weber, como FHC, ou partidas de futebol, como Lula. Não estou fazendo um contraste. Com adequação, pode haver pertinência numa coisa e noutra. Ocorre que o sociólogo não fazia de conta que Weber era um zagueiro, e o ex-operário não fingia que um zagueiro era Weber. As coisas mudaram. Os poderosos da hora extraem lições de política e de moral de seriados de TV e de extremistas de direita que se dedicam à autoajuda na internet. Esses são os mais sofisticados. O presidente prefere simular pistolas com a mão e as quer circulando aos montes, com a chancela de Sergio Moro, a grande referência moral, jurídica e gramatical "disso daí".
Martins deve ser da turma que acredita que Maquiavel realmente pregou que "os fins justificam os meios". É pouco provável que tenha ido à fonte. Pergunto a propósito: o "pseudorrealismo maquiavélico" implica a existência de um "verdadeiro realismo maquiavélico", ou o maquiavelismo, vulgarmente tomado como sinônimo de amoralidade e conspiração, é, por si, um falso realismo? Também não está claro se a "falsa esperteza pragmática" é uma sinonímia desdobrada do "falso realismo" ou a sua contraface, ambos igualmente desprezíveis.
Em qualquer caso, o pensador tem uma recomendação a seu assessorado: "Propósitos superiores e transcendentais são imprescindíveis para uma perspectiva real de poder e que, sem honra e senso de dever, nenhuma ação pode estender-se para além da vida do agente que a colocou em curso". Parece ser uma mistura de Olavo de Carvalho com Daenerys Targaryen, a senhora dos dragões. Ou por outra: não tendo o que dizer, use a língua como lança-chamas.
Esse palavrório nem sentido faz. Serve apenas de abrigo retórico para a idiossincrasia e a incompetência. A "transcendência" é só mais uma rima pobre para a truculência verbal ineficiente, descolada da realidade, a justificar os métodos de ocupação do Estado que bolsonaristas e olavetes acusavam o PT de promover e praticar. Carvalho, note-se, resumiu assim o leninismo, numa frase que ele atribui a Lênin, sem a citação de fonte, como é hábito no autoproclamado filósofo e professor: "Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz". Aboletados no Estado, muitos experimentando o seu primeiro emprego já depois dos 30, engalfinhando-se por nacos de poder, esses valentes, não obstante, continuam a acusar as esquerdas de aparelhar o Estado. Xingue-os do que você é. Acuse-os do que você faz. Nota final: Weintraub tem de conviver mais com gente pelada. Vai descobrir que não é uma categoria de pensamento.
Update 19/05:
Tio Rei arreganha as pernas para militante meter o pau:
https://twitter.com/reinaldoazevedo/status/1129723631297323008 (http://archive.li/UDeKF)
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Update 08/06:
Tio Rei melando o teclado com os vazamentos do Intercept:
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Tio Rei redpileado:
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Nas mãos de Snowden e Greenwald
As relações do Brasil com os EUA estão hoje nas mãos de um vagabundo chamado Edward Snowden e de Glenn Greenwald, seu porta-voz, que escolheu o Brasil para morar. O primeiro é um ex-agente da CIA que roubou — o verbo é esse — documentos secretos do governo americano e escolheu como refúgio a Rússia de Vladimir Putin, um iluminista que era, santo Deus!, agente da KGB. O outro, Greenwald, é um advogado convertido em jornalista, que, segundo a versão oficial, decidiu morar no Brasil em razão das tramas do coração. Encontrou aqui o seu Orfeu — o que leva parte da nossa imprensa a evocações as mais líricas.

Greenwald, sem prova nenhuma de que houve invasão a dados da comunicação privada da presidente ou a segredos industriais da Petrobras (ou me digam onde estão as evidências), pode elaborar as teorias conspiratórias que bem entender. Se, amanhã, decidir pinçar mais meia dúzia de conjecturas, lá vai o país ficar a reboque de seus recalques (na melhor das hipóteses) anti-imperialistas…
 
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